Fisiculturista que espancou namorada médica irá a júri popular
Pedro Camilo Garcia Castro foi preso por espancar a namorada médica Samira Mendes Khouri Redes sociais A Justiça de São Paulo determinou que Pedro Camilo Garcia Castro, o fisiculturista preso por espancar a namorada médica Samira Mendes Khouri, seja submetido a júri popular. De acordo com a decisão, ele será julgado por tentativa de feminicídio. As agressões aconteceram na madrugada de 14 de julho de 2025, em um apartamento alugado pelo casal na capital paulista. O fisiculturista fugiu e foi preso em Santos, cidade onde morava com a mulher. A médica foi internada e só retomou o trabalho após c
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Pedro Camilo Garcia Castro foi preso por espancar a namorada médica Samira Mendes Khouri — Foto: Redes sociais
A Justiça de São Paulo determinou que Pedro Camilo Garcia Castro , o fisiculturista preso por espancar a namorada médica Samira Mendes Khouri , seja submetido a júri popular . De acordo com a decisão, ele será julgado por tentativa de feminicídio.
As agressões aconteceram na madrugada de 14 de julho de 2025, em um apartamento alugado pelo casal na capital paulista. O fisiculturista fugiu e foi preso em Santos , cidade onde morava com a mulher. A médica foi internada e só retomou o trabalho após cinco meses.

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Na decisão, obtida pelo g1 nesta sexta-feira (11), a juíza Luiza Torggler Silva manteve a prisão preventiva de Pedro e rejeitou o pedido da defesa dele para instauração de incidente de insanidade mental. Ela alegou que há materialidade e indícios suficientes de autoria para submeter Pedro ao tribunal do júri.
🔎O incidente de insanidade mental está previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal e é instaurado quando há dúvida sobre a capacidade mental do acusado. Caso seja aprovado, um exame pericial psiquiátrico é feito para avaliar se o réu era imputável ou inimputável no momento do crime, ou seja, se tinha ou não discernimento suficiente para compreender que o que fez era errado.
A juíza também negou o pedido da defesa para desclassificar o caso para lesão corporal . De acordo com ela, há evidências de que o réu tinha a intenção de matar a vítima , levando em consideração a "concentração dos golpes em regiões vitais, como cabeça e pescoço, a suposta continuidade das agressões mesmo após a queda da vítima ao solo e a subsequente fuga do local”.
Sendo assim, Luiza Torggler manteve para análise do júri as qualificadoras definidas na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), sendo: violência doméstica/familiar e razão da condição do sexo feminino; meio cruel; recurso que dificultou a defesa da vítima.
Fisiculturista Pedro Camilo Garcia (à esq.) foi preso após espancar a médica Samira Khouri (à dir.) — Foto: Redes Sociais
De acordo com a advogada da médica, Gabriela Manssur, a decisão serve de exemplo para encorajar todas as mulheres. "Acreditem na Justiça, tenham coragem de denunciar. A Samira sobreviveu, denunciou e enfrentou um processo doloroso sem recuar", disse.
Segundo ela, toda denúncia deve ser levada à Justiça. “Nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que poderia ter morrido. É por isso que cada denúncia importa, cada resposta do sistema de Justiça importa e cada responsabilização importa", ressaltou.
Procurado pelo g1 , o advogado do réu não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/09/11/fisiculturista-que-espancou-namorada-medica-ira-a-juri-popular.ghtml.

Justiça nega alegação de insanidade de fisiculturista que espancou namorada — Foto: G1
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