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    Fisco britânico abriu investigação sobre situação fiscal do Manchester City em 2018

    As autoridades fiscais do Reino Unido investigaram o Manchester City em 2018 para apurar se o clube havia usado estruturas complexas para recolher menos impostos do que o devido, quase uma década antes de ser considerado culpado de violar as regras financeiras da Premier League . Leia mais (10/07/2026 - 12h21)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 15:21
    Fisco britânico abriu investigação sobre situação fiscal do Manchester City em 2018
    Fachada do Etihad Stadium com o logo do Manchester City centralizado acima do nome do estádio em letras grandes. O céu está claro e azul ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    As autoridades fiscais do Reino Unido investigaram o Manchester City em 2018 para apurar se o clube havia usado estruturas complexas para recolher menos impostos do que o devido, quase uma década antes de ser considerado culpado de violar as regras financeiras da Premier League .

    Fachada do Etihad Stadium, casa do Manchester City, em Manchester - Oli Scarff - 30.set.26/AFP · Oli Scarff - 30.set.26/AFP
    Fachada do Etihad Stadium, casa do Manchester City, em Manchester - Oli Scarff - 30.set.26/AFP · Oli Scarff - 30.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A HM Revenue & Customs (HMRC), autoridade tributária britânica, abriu uma investigação civil sobre a situação fiscal do Manchester City após a publicação, pela revista Der Spiegel, de uma série de e-mails internos vazados em 2018, segundo pessoas a par do assunto.

    Os e-mails levaram a Premier League a iniciar, em dezembro daquele ano, uma investigação para apurar se o clube havia manipulado suas contas e disfarçado como receita comercial o financiamento recebido de seu proprietário, o xeique Mansour bin Zayed al-Nahyan, membro da família governante de Abu Dhabi .

    No mês passado, uma comissão independente concluiu que o Manchester City havia inflado artificialmente sua posição financeira em mais de £ 900 milhões (R$ 5,9 bilhões) entre 2009 e 2018 por meio de acordos comerciais "fictícios". O clube teria pagado o ex-técnico Roberto Mancini por meio de um contrato de consultoria, o que reduziu seus custos.

    Equipes de futebol que compõem redes multiclubes globais
    Equipes de futebol que compõem redes multiclubes globais — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O veredicto provocou forte repercussão no futebol europeu e representa um novo teste para as relações entre o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos .

    A investigação anterior da HMRC, que nunca foi formalmente encerrada, foi conduzida sob o chamado Código de Prática 8 (COP8) —um procedimento civil utilizado pela autoridade quando há suspeita de que uma pessoa ou empresa tenha recorrido a estruturas complexas para evitar o pagamento de impostos, disseram as fontes. Investigações sob o COP8 não envolvem suspeitas de fraude deliberada.

    O clube contratou advogados externos para assessorá-lo na investigação, disseram as fontes. Segundo uma delas, o Manchester City argumentou perante a HMRC que não havia nada de irregular em seus acordos comerciais. A HMRC não tomou nenhuma medida, acrescentaram as fontes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A comissão independente considerou o City culpado de todas as 115 acusações apresentadas contra o clube , com exceção de uma. Elas iam desde a celebração de contratos de patrocínio para disfarçar recursos provenientes de seu proprietário até a violação dos limites de gastos da competição.

    O City apresentou recurso na semana passada , afirmando que sua "posição firme é a de que, por diversos fundamentos, o parecer contém claros erros materiais de direito, de princípio e de fato e não oferece segurança jurídica".

    "O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League, e há um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustenta todas as suas posições relacionadas a este caso", acrescentou.

    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026
    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ministros do governo acreditam que a dimensão das supostas irregularidades financeiras levará a HMRC a intensificar o escrutínio sobre o City, que conquistou a Premier League oito vezes desde 2009. Um ministro de alto escalão afirmou ser "inevitável" que as novas acusações fossem examinadas pela autoridade tributária.

    Dan Neidle, ex-chefe da área tributária do Clifford Chance, escritório de advocacia que representa o City contra a Premier League, analisou os documentos vazados publicados pela Der Spiegel e estimou que o clube tenha deixado de recolher £ 12 milhões (R$ 79,2 milhões) em impostos.

    Esse montante inclui um suposto pagamento de £ 8,86 milhões (R$ 58,5 milhões) a Mancini, seu ex-técnico, por meio de um contrato fictício de consultoria.

    Mancini, hoje técnico da seleção italiana, foi questionado sobre seu contrato com o City em uma entrevista coletiva na semana passada.

    "Não é uma questão que diga respeito a mim. Não há nada de novo, porque esse assunto vem sendo discutido há quatro ou cinco anos", afirmou. "É um problema deles, não meu."

    A presidente do Comitê do Tesouro da Câmara dos Comuns, Dame Meg Hillier, escreveu à HMRC na semana passada a respeito da investigação da Premier League sobre o clube.

    Hillier pediu a John-Paul Marks, secretário permanente da autoridade tributária, garantias de que ele está "plenamente ciente da importância" do caso.

    Neidle, que agora dirige o centro de estudos Tax Policy Associates, afirmou que seria extremamente surpreendente se a HMRC já não estivesse examinando atentamente os livros contábeis do City.

    "Eu esperaria que eles tivessem aberto uma investigação quando viram os documentos vazados em 2018. É possível que tenham desistido ou que ainda haja uma investigação em andamento hoje... Eu ficaria surpreso se nada estivesse acontecendo", disse ele.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/10/fisco-britanico-abriu-investigacao-sobre-situacao-fiscal-do-manchester-city-em-2018.shtml.

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    Fachada do Etihad Stadium, casa do Manchester City, em Manchester - Oli Scarff - 30.set.26/AFP · Oli Scarff - 30.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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