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    Fiscalização resgata 37 trabalhadores em condições análogas à escravidão em pedreira no RN

    Trabalhadores atuavam na extração de quartzito em pedreira na zona rural de Ouro Branco Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Trinta e sete trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante uma fiscalização em uma pedreira de quartzito na zona rural de Ouro Branco, na região Seridó do Rio Grande do Norte. A ação foi iniciada em 27 de julho e alcançou diferentes frentes de trabalho na mesma pedreira, vinculadas a seis empregadores. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os 37 trabalhadores atuavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho. 📳 Clique aqu

    G1
    9 de setembro de 2026 às 14:01
    Fiscalização resgata 37 trabalhadores em condições análogas à escravidão em pedreira no RN
    Foto: G1

    Trabalhadores atuavam na extração de quartzito em pedreira na zona rural de Ouro Branco — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

    Trinta e sete trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante uma fiscalização em uma pedreira de quartzito na zona rural de Ouro Branco , na região Seridó do Rio Grande do Norte.

    A ação foi iniciada em 27 de julho e alcançou diferentes frentes de trabalho na mesma pedreira, vinculadas a seis empregadores. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os 37 trabalhadores atuavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho.

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    A fiscalização identificou condições consideradas degradantes, com violações relacionadas à saúde, segurança, higiene e descanso dos trabalhadores. Ao todo, aproximadamente R$ 157 mil foram pagos pelos empregadores em verbas rescisórias. O Ministério do Trabalho e Emprego não informou o nome da pedreira autuada.

    Entre os trabalhadores encontrados estavam dois adolescentes, de 16 e 17 anos . Eles exerciam atividade de mineração, que é proibida para menores de 18 anos devido aos riscos ocupacionais. Os dois foram afastados da atividade.

    A operação foi conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculada à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE), e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).

    Fiscalização encontrou condições degradantes nas frentes de trabalho — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

    A extração do quartzito era feita predominantemente de forma manual, com trabalho braçal. Não havia instalações sanitárias, o que obrigava os trabalhadores a fazer as necessidades fisiológicas em uma região de mata. Também não havia locais adequados para refeições e descanso.

    Segundo a fiscalização, o fornecimento de água potável era irregular. Em algumas frentes, os trabalhadores precisavam levar a água de casa. Em outra, era utilizada água de açude, sem comprovação de potabilidade, armazenada em tambores e recipientes reaproveitados.

    Os auditores também encontraram problemas no fornecimento de equipamentos de proteção individual e na gestão de segurança e saúde no trabalho.

    De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, as condições encontradas, consideradas em conjunto, caracterizaram submissão dos trabalhadores a condições degradantes, uma das modalidades previstas na legislação brasileira para a configuração de trabalho em condição análoga à escravidão.

    Após a fiscalização, os vínculos de emprego dos 37 trabalhadores foram formalizados, com registros no eSocial desde as respectivas datas de admissão e os correspondentes recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias.

    De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, mais de R$ 157 mil foram pagos pelos empregadores em verbas rescisórias. Os seis empregadores foram notificados a interromper imediatamente as irregularidades e a garantir o retorno dos trabalhadores aos seus locais de origem.

    Os trabalhadores também terão acesso ao seguro-desemprego específico destinado a pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão, desde que cumpridos os requisitos legais. Eles foram encaminhados à rede de proteção social.

    A Auditoria-Fiscal do Trabalho ainda deve lavrar autos de infração pelas irregularidades encontradas, incluindo o auto específico relacionado à submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão. A operação permanece em andamento.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/09/09/fiscalizacao-resgata-37-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidao-em-pedreira-no-rn.ghtml.

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