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    Fiscalização de bike elétrica e autopropelido expõe brechas em legislação

    SP adiou em 45 dias o início da fiscalização de bike elétrica e autopropelido, que traz brechas até sobre idade mínima para pilotar

    Metrópoles
    29 de agosto de 2026 às 06:00
    Fiscalização de bike elétrica e autopropelido expõe brechas em legislação
    Foto: Metrópoles

    O adiamento do início da fiscalização de bike elétrica e autopropelido para outubro expõe a dificuldade da Prefeitura de São Paulo para cobrir as inúmeras brechas mesmo com a portaria publicada há duas semanas, regulamentando a circulação desses veículos na cidade. Dúvidas sobre equipamentos a serem utilizados para detectar velocidade máxima em ciclovias ou até mesmo como chegar até os infratores são alguns pontos.

    Na última semana, a prefeitura determinou que a fiscalização tenha início apenas em 12 de outubro, 45 dias após a portaria entrar em vigor. Diante das informações divulgadas até o momento e de apurações conduzidas pela reportagem, o foco da prefeitura estará muito mais no caráter educativo do que punitivo, mesmo depois desse mês e meio de “preparação”.

    Além da prefeitura, o Metrópoles entrou em contato também com a Polícia Militar ( PM ) para checar como será feita a fiscalização nas ruas, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

    William Cardoso/Metrópoles
    William Cardoso/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em um informativo divulgado na última quinta-feira (27/8), a prefeitura afirmou que “fiscalização não significa necessariamente aplicação de multa”. Também disse que estão sendo avaliadas diferentes formas de fiscalização e condutas que podem ser apontadas pelos agentes de trânsito.

    A administração municipal disse também que “não há regulamentação federal que permita a aplicação de multas diretamente aos condutores de determinados veículos autopropelidos sem emplacamento”.

    A velocidade excessiva nas mais movimentadas ciclovias da capital paulista é a principal reclamação dos usuários. Como o Metrópoles mostrou em outras reportagens, as ultrapassagens perigosas e a disputa por espaço têm provocado brigas e discussões ríspidas , um cenário que sempre foi mais comum entre motoristas no trânsito carregado e tenso.

    Imagem mostra ciclovia da Faria Lima - Metrópoles
    Imagem mostra ciclovia da Faria Lima - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Desde sexta (28/8), a prefeitura passou também a instalar “identificadores de velocidade” móveis em ciclovias da capital paulista. Funcionam como uma espécie de “lombada eletrônica”, mas sem punição, somente em caráter informativo. No início da noite, muitos reduziam a velocidade ao se aproximar dos dispositivos. Outros passavam reto, acima do indicado.

    Os próprios ciclistas ainda têm dúvidas se a nova regra “vai pegar”.

    Embora tenha iniciado o período de “ações educativas”, a prefeitura ainda não conseguiu nem mesmo sinalizar o limite de velocidade em todas as vias.

    Fiscalização de bike elétrica e autopropelido expõe brechas em legislação - destaque galeria
    Fiscalização de bike elétrica e autopropelido expõe brechas em legislação - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As omissões são tantas que a portaria não estabelece nem mesmo uma idade mínima para pilotar autopropelidos, bikes elétricas, patinetes e “minimotos” que podem chegar a 1.000 watts de potência e mais de 40 kg. Ou seja, na prática, uma criança ou pré-adolescente podem acelerar um desses veículos a até 32 km/h em vias com limite de 50 km/h, sem ciclovia, como estabelece a regulamentação municipal.

    A preocupação com a idade dos condutores não passou despercebida em uma reunião aberta realizada há três meses na Câmara. A sugestão para que apenas maiores de 16 anos pudessem utilizar os autopropelidos ou de 18 para carregarem alguém na garupa foi ignorada na portaria.

    A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito (SEMTRA), afirma que estabeleceu um prazo de 45 dias, a partir da sexta (28/8), para a realização de campanhas informativas e educativas sobre as novas regras de circulação de equipamentos autopropelidos nas vias da capital paulista. “O prazo foi determinado por Portaria publicada nesta quarta-feira (26/8) no Diário Oficial da Cidade”, diz.

    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo
    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo a prefeitura, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizou, na sexta-feira (28/8), a instalação gradativa de placas de sinalização, banners informativos e painéis aferidores de velocidade (que não são radares).

    “A definição dos parâmetros para acompanhar o cumprimento das novas normas está em fase de planejamento. A fiscalização dessas normas também será realizada pela CET”, diz.

    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo
    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo
    Ciclovia da Faria Lima, em São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/fiscalizacao-de-bike-eletrica-e-autopropelido-expoe-brechas-em-legislacao.

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