Política

    Fintechs aumentaram PIB em R$ 1,6 tri de 2016 a 2026, diz estudo

    Pesquisa do Reglab, com apoio da Zetta, atribui avanço à maior concorrência no crédito e nos serviços

    Poder360
    1 de setembro de 2026 às 09:58
    Fintechs aumentaram PIB em R$ 1,6 tri de 2016 a 2026, diz estudo
    Foto: Poder360

    Pesquisa do Reglab, com apoio da Zetta, atribui avanço à maior concorrência no crédito e nos serviços

    Estudo do Reglab (Centro de Estratégia e Regulação) mostra que as IFDs (instituições financeiras digitais) foram responsáveis pelo aumento de R$ 1,6 trilhão no Produto Interno Bruto do Brasil de 2016 ao 1º trimestre de 2026.

    O relatório, produzido pelo Núcleo de Economia Aplicada do Reglab, com apoio da Zetta –que representa empresas de serviços financeiros digitais–, foi divulgado nesta 3ª feira (1º.set.2026). Leia a íntegra (PDF – 4 MB).

    Estudo mede o impacto de mudanças regulatórias que o Banco Central fez para estimular a concorrência, entre elas o Pix (sistema público de pagamentos instantâneos)
    Estudo mede o impacto de mudanças regulatórias que o Banco Central fez para estimular a concorrência, entre elas o Pix (sistema público de pagamentos instantâneos) — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    O estudo mede o impacto de mudanças regulatórias feitas pelo Banco Central para estimular a concorrência. Entre elas estão o Pix (sistema público de pagamentos instantâneos), os mecanismos de portabilidade de dados e o sistema de Open Finance. Este último permite o compartilhamento de dados pessoais, bancários e financeiros entre instituições.

    Segundo a pesquisa, sem as IFDs, o PIB do 1º trimestre de 2026 seria 2,2% menor em termos reais, com impacto no orçamento das famílias e na atividade produtiva.

    As IFDs oferecem serviços bancários e financeiros 100% on-line, sem agências físicas, como bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento.

    O estudo do Reglab também mostra que o ganho elevou o consumo das famílias em R$ 982 bilhões e o investimento agregado em R$ 371 bilhões. Os clientes economizaram R$ 102 bilhões em juros no crédito livre e R$ 47 bilhões em tarifas bancárias no período.

    O principal motor dos ganhos macroeconômicos foi o aumento da concorrência no setor. A entrada das IFDs levou os bancos a reduzir margens e custos, derrubando juros e “beneficiando inclusive a parcela da população que jamais abriu conta em uma instituição digital”.

    Para mensurar o impacto das IFDs na economia brasileira, o Reglab utilizou o modelo DSGE (Dynamic Stochastic General Equilibrium, na sigla em inglês), uma das principais ferramentas analíticas dos bancos centrais. O estudo foi alimentado com dados históricos brasileiros para simular um cenário no qual os bancos digitais não existiam.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/fintechs-aumentaram-pib-em-r-16-tri-de-2016-a-2026-diz-estudo/.

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    Estudo mede o impacto de mudanças regulatórias que o Banco Central fez para estimular a concorrência, entre elas o Pix (sistema público de pagamentos instantâneos) — Foto: Poder360

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