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    Finlândia adere ao escudo nuclear francês contra a Rússia

    A Finlândia anunciou nesta segunda-feira (14) a adesão ao escudo nuclear oferecido pela França . Com isso, o país nórdico tornou-se a décima nação europeia no arranjo lançado pelo presidente Emmanuel Macron em março. Leia mais (09/14/2026 - 09h20)

    Folha de S.Paulo
    14 de setembro de 2026 às 12:20
    Finlândia adere ao escudo nuclear francês contra a Rússia
    Caça militar cinza se aproxima de sonda de reabastecimento aéreo em voo, com costa visível ao fundo sob céu claro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Finlândia anunciou nesta segunda-feira (14) a adesão ao escudo nuclear oferecido pela França . Com isso, o país nórdico tornou-se a décima nação europeia no arranjo lançado pelo presidente Emmanuel Macron em março.

    Caça francês Rafale é reabastecido durante exercício de simulação de ataque nuclear - Alain Jocard - 17.mar.26/AFP · Alain Jocard - 17.mar.26/AFP
    Caça francês Rafale é reabastecido durante exercício de simulação de ataque nuclear - Alain Jocard - 17.mar.26/AFP · Alain Jocard - 17.mar.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O objetivo da chamada Iniciativa de Dissuasão Nuclear Avançada é dar aos países do continente uma alternativa de defesa contra a ameaça percebida da Rússia . O movimento ocorre em meio ao desengajamento dos Estados Unidos e à assertividade renovada de Moscou, maior potência nuclear do mundo.

    Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os EUA foram os garantidores da dissuasão nuclear na Europa . Mas a volta de Donald Trump ao poder na Casa Branca, 80 anos depois, colocou o arcabouço em questionamento.

    O presidente pressionou os parceiros europeus a entrarem em uma corrida armamentista acelerada, prevendo o dispêndio de 5% do PIB com defesa até 2035. Além disso, há o temor de que Vladimir Putin não irá parar sua agressão na Ucrânia , invadida em 2022.

    Conheça as armas das potências nucleares
    Conheça as armas das potências nucleares — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em teoria, pela regra de defesa mútua da aliança militar Otan , à qual a Finlândia aderiu após o início da guerra, os EUA têm de colocar seu arsenal nuclear, equivalente, mas um pouco menor que o russo, à disposição da Europa. Mas nem todos os líderes confirma nisso.

    Assim, Macron, que tem o quarto maior número de bombas do mundo, um estoque estimado em 290 ogivas ativas e 80 aposentadas, ofereceu aos vizinhos o compartilhamento de sua capacidade.

    Ele também unificou os comandos de decisão em caso de combate nuclear com a outra potência europeia no setor, o Reino Unido, que tem 225 bombas. Só que Londres não tem armas próprias para serem lançadas senão por submarinos, o que impossibilita o posicionamento delas em vizinhos continentais.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já a França tem cerca de 50 dessas armas transportadas por caças, além daquelas em submarinos. A Rússia já disse que a iniciativa aumenta o risco de um conflito no qual os europeus estariam em desvantagem.

    Em julho, a Finlândia já havia aprovado uma lei encerrando sua neutralidade nuclear, permitindo o posicionamento de armas da Otan em caso de necessidade. Nesta segunda, o presidente Alexander Stubb afirmou que não pretende pedir a presença dos caças franceses em tempos de paz.

    Macron afirma que sua iniciativa não pretende competir com a Otan, e sim estabelecer uma alternativa para os países. O comando das forças estratégicas da França sempre foi separado do centralizado pela Otan em Bruxelas, ainda que Paris faça parte da aliança de 32 membros.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O escudo francês agora é integrado pelo Reino Unido, Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia. Helsinque comanda a maior fronteira da Otan com a Rússia hoje.

    Além disso, na vizinhança imediata do Leste Europeu, a Lituânia anunciou que irá mudar sua Constituição para permitir a implantação de armas nucleares em seu solo, medida que levou o Kremlin a ameaçar o país báltico na semana passada.

    A Polônia, por sua vez, pede que os EUA coloquem algumas de suas bombas táticas, menos potentes, em suas bases. Trump não concordou, apesar de Putin ter posicionado armas do tipo na aliada Belarus, junto ao território polonês e lituano.

    O governo em Varsóvia, que puxa percentualmente o gasto militar europeu, segue alarmado com a escalada no continente. No domingo (13), um trem de passageiros foi atingido na Ucrânia bem próximo de um posto de fronteira com a Polônia, e nesta segunda um drone russo foi encontrado numa praia polonesa.

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    O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que o ataque na fronteira mostra "o quão desesperado Putin está", enquanto o Kremlin disse que se reserva o direito de atacar onde quiser na Ucrânia. Já a chefe da diplomacia da União Europeia , Kaja Kallas, disse que Moscou tentou "intimidar" o continente com a ação.

    Ainda nesta segunda, 12 países europeus reunidos na Finlândia para uma cúpula sobre segurança no Ártico pediram que o bloco continental aumente os investimentos na região para se contrapor à presença militar russa.

    Além disso, refletindo o clima com Trump, a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse esperar cooperação pacífica com os americanos na região —onde o americano diz querer tomar a Groenlândia , que pertence a Copenhague, para si.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/finlandia-adere-ao-escudo-nuclear-frances-contra-a-russia.shtml.

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    Caça francês Rafale é reabastecido durante exercício de simulação de ataque nuclear - Alain Jocard - 17.mar.26/AFP · Alain Jocard - 17.mar.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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