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    Fim das bets no Brasil: entidades prometem ir à Justiça contra proibição do governo e cobram ressarcimento

    Associações afirmam que medida pode empurrar apostadores para sites clandestinos; governo diz que outorgas de R$ 30 milhões não serão devolvidas O post Fim das bets no Brasil: entidades prometem ir à Justiça contra proibição do governo e cobram ressarcimento apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    25 de setembro de 2026 às 23:58
    Fim das bets no Brasil: entidades prometem ir à Justiça contra proibição do governo e cobram ressarcimento
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    Entidades que representam o setor de apostas esportivas afirmam que vão recorrer à Justiça contra a Medida Provisória (MP) que proibiu as bets no Brasil . As associações também contestam a decisão do governo de não devolver os valores pagos pelas empresas pelas autorizações para operar no país.

    O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas divulgaram um manifesto nesta sexta-feira (25), no qual afirmam que “proibir não é proteger” .

    Segundo as entidades, a proibição das plataformas legalizadas não eliminaria as apostas, mas poderia levar os usuários para sites clandestinos, onde não existem os mesmos mecanismos de fiscalização e proteção.

    Casas de apostas não estão mais autorizadas a operar no Brasil – Imagem: AnnaStills/Shutterstock
    Casas de apostas não estão mais autorizadas a operar no Brasil – Imagem: AnnaStills/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal”, afirmaram as associações.

    O presidente-executivo do IBJR, Carlos Lima, também disse à CNN que as entidades pretendem recorrer à Justiça. “Vamos acionar as vias judiciais”, afirmou.

    Outro ponto de conflito é o dinheiro pago pelas empresas para obter autorização de funcionamento. Cada plataforma autorizada pagou uma outorga de R$ 30 milhões para operar regularmente no Brasil. Originalmente, a permissão deveria valer até o fim de 2029.

    Ao fundo, borrado, uma partida de futebol passando em uma TV; à frente, a foto de uma bola de futebol americano e a palavra
    Ao fundo, borrado, uma partida de futebol passando em uma TV; à frente, a foto de uma bola de futebol americano e a palavra — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o governo não devolverá os valores pagos pelas empresas . Segundo ele, a autorização concedida em 2024 era uma “relação precária válida para aquele momento”.

    Durigan também afirmou que não será necessário compensar a arrecadação perdida com o fim das bets, porque o consumo das famílias seria redirecionado para outros setores da economia. “A arrecadação nunca foi um tema central. Sempre foi exigido que qualquer atividade contribua com arrecadação. Só resolvemos a questão da imunidade durante o governo Bolsonaro”, disse o ministro.

    A ANJL, por sua vez, afirma que o eventual processo judicial não deverá cobrar apenas a devolução das outorgas. Segundo o presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, as empresas poderão pedir também indenizações pelos investimentos realizados no país e por danos morais.

    Rodrigo Mozelli
    Rodrigo Mozelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”, afirmou.

    No manifesto, a ANJL também afirma que o fim imediato do mercado legal coloca em risco investimentos, empregos e a arrecadação tributária gerada pelo setor. A entidade afirma que as empresas cumpriram as contrapartidas previstas na legislação e que a decisão gera, na avaliação da associação, insegurança jurídica para investidores.

    A MP proíbe novos depósitos nas plataformas a partir de sua publicação. Os sites permanecerão disponíveis até 23h59 de 5 de outubro para que os apostadores retirem os valores restantes.

    Casas de apostas não estão mais autorizadas a operar no Brasil – Imagem: AnnaStills/Shutterstock
    Casas de apostas não estão mais autorizadas a operar no Brasil – Imagem: AnnaStills/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Depois desse prazo, o governo deverá iniciar uma força-tarefa com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) para retirar as plataformas do ar.

    Entre 6 e 14 de outubro , as instituições financeiras, por determinação do Banco Central (BC), deverão individualizar os saldos das chamadas contas-bolsão das bets para identificar os valores pertencentes a cada cliente.

    As informações serão encaminhadas à Caixa Econômica Federal, que fará a intermediação da devolução dos valores remanescentes.

    As entidades, entretanto, questionam a ausência de um período de transição. Lima classificou como imediata e sem transição a extinção do setor e afirmou que a medida aumenta a insegurança jurídica para empresas que investiram no mercado regulado brasileiro.

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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/25/pro/fim-das-bets-no-brasil-entidades-prometem-ir-a-justica-contra-proibicao-do-governo-e-cobram-ressarcimento/.

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    Casas de apostas não estão mais autorizadas a operar no Brasil – Imagem: AnnaStills/Shutterstock — Foto: Olhar Digital

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