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    Fim da guerra vai restaurar laços EUA-Rússia, diz Trump a Putin

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou nesta terça-feira (8) para Vladimir Putin e disse ao colega russo que o fim da Guerra da Ucrânia irá promover a restauração completa dos laços políticos e econômicos entre Washington e Moscou . Leia mais (09/08/2026 - 13h02)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 16:02
    Fim da guerra vai restaurar laços EUA-Rússia, diz Trump a Putin
    Nuvem espessa de fumaça preta se eleva de vários pontos em uma área urbana com prédios residenciais e comerciais ao entardecer, sob céu escuro. Vegetação aparece em primeiro plano. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou nesta terça-feira (8) para Vladimir Putin e disse ao colega russo que o fim da Guerra da Ucrânia irá promover a restauração completa dos laços políticos e econômicos entre Washington e Moscou .

    Fumaça sobe após ataque com mísseis russos contra Kiev, capital da Ucrânia - Eugene Kotenko/AFP · Eugene Kotenko/AFP
    Fumaça sobe após ataque com mísseis russos contra Kiev, capital da Ucrânia - Eugene Kotenko/AFP · Eugene Kotenko/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O assessor presidencial russo Iuri Uchakov fez o relato. A ligação de Trump ocorreu dois dias depois de os EUA retomarem o processo de mediação da guerra, que dura quatro anos e meio.

    No fim de semana, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner se encontraram primeiramente com Putin em Moscou, e depois com Volodimir Zelenski , na sua primeira visita à Ucrânia desde que Trump voltou ao poder.

    Ambos os lados relataram conversas positivas, mas ainda não está certo se a negociação direta entre as partes, interrompida desde que Trump passou a dar atenção prioritária à sua própria guerra contra o Irã, no fim de fevereiro, irá ocorrer.

    Rússia faz mega-ataque contra a Ucrânia
    Rússia faz mega-ataque contra a Ucrânia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Zelenski afirma que é possível que isso ocorra ainda neste mês, mas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, expressou um otimismo de outra natureza nesta terça. Ele afirmou acreditar que a "a vitória está próxima".

    No telefonema a Putin, segundo Uchakov, Trump pediu novamente um fim rápido para o conflito. O líder russo descreveu sua visão da linha de frente e das hostilidades no geral, e reafirmou que não tem planos para atacar nenhum integrante europeu da aliança militar Otan .

    Tal temor foi um dos motivos que levou o americano a enviar seu chefe de espionagem, John Ratcliffe, a uma rara viagem a Moscou, na semana retrasada.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A abordagem de Trump nesta terça foi típica de seu estilo, calcada nas vantagens econômicas que a paz traria. "Na sua visão, isso [a restauração total da relação EUA- Rússia ] terá impacto particular em comércio e laços econômicos, prometendo enormes benefícios aos dois países", disse Uchakov.

    A conversa ocorreu logo após os bombardeios russos a Kiev serem retomados, depois de terem sido pausados durante a preparação e a viagem dos enviados americanos. Ao menos cinco pessoas morreram, e a Força Aérea disse que houve "dezenas de mísseis balísticos" em ação.

    Os militares só disseram ter derrubado a maioria dos 142 drones e 31 de 32 mísseis de cruzeiro. O impacto da escassez de defesa aérea em relação especialmente aos modelos balísticos, mais rápidos e letais, tem sido foco das queixas recentes de Zelenski.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Nesta terça, ele recebeu a promessa de que irá receber até mil mísseis para o sistema Patriot, em um prazo indeterminado, de seus aliados europeus. O número parece bastante superestimado. Os governos do Reino Unido e da Alemanha também se comprometeram a fornecer outros armamentos.

    Os ataques de Kiev contra os russos deixaram vítimas também nesta terça. Ao menos uma pessoa morreu em Briansk e outra em Belgorodo, duas regiões meridionais que fazem fronteira com a Ucrânia. Outros dois civis morreram na Crimeia, anexada por Putin em 2014.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/fim-da-guerra-vai-restaurar-lacos-eua-russia-diz-trump-a-putin.shtml.

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    Fumaça sobe após ataque com mísseis russos contra Kiev, capital da Ucrânia - Eugene Kotenko/AFP · Eugene Kotenko/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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