Brasil

    Fim da escala 6x1: o que muda no dia a dia de empresas e funcionários?

    A PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6x1 -na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga- deve mudar a rotina de grande parte dos trabalhadores do país. Leia mais (10/14/2026 - 09h26)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 12:26
    Fim da escala 6x1: o que muda no dia a dia de empresas e funcionários?
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6x1 —na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga— deve mudar a rotina de grande parte dos trabalhadores do país.

    Comissão especial vota fim da escala 6x1 na Câmara; ex-deputado Vicentinho (PT), defensor da redução da jornada desde a década de 80, veste camiseta pela medida - Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress
    Comissão especial vota fim da escala 6x1 na Câmara; ex-deputado Vicentinho (PT), defensor da redução da jornada desde a década de 80, veste camiseta pela medida - Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Câmara dos Deputados aprovou em maio o texto que prevê a adoção da escala 5x2, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário . A medida passou pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado no início de setembro e, agora, será votada no plenário.

    A jornada, hoje limitada a 44 horas semanais, cairá para 42 horas e, depois, para 40 horas. A mudança não será imediata. A nova escala passa a valer 60 dias após a promulgação e a publicação da emenda, quando haverá redução para 42 horas semanais. Após 12 meses, a jornada cairá para 40 horas.

    Empregadores terão período de transição de dois meses para ajustar as jornadas e as escalas e negociar acordos e convenções coletivas. Será preciso dar duas folgas semanais aos empregados, mesmo nos casos de cargos de confiança e dos superempregados liberados do controle de jornada.

    Atos do 1º de maio reúnem políticos governistas, pedidos de fim da 6x1 e críticas a Bolsonaro e Congresso
    Atos do 1º de maio reúnem políticos governistas, pedidos de fim da 6x1 e críticas a Bolsonaro e Congresso — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A PEC mantém os regimes diferenciados de trabalho, assegura o funcionamento de categorias autorizadas a trabalhar aos domingos e autoriza outros tipos de escala e jornada, como a escala 12x36 (12 horas de trabalho com 36 horas de descanso, comum em áreas de segurança e saúde), por exemplo.

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    É preciso também que empregadores e empregados deem início ao período de negociações para ajustar as convenções e acordos coletivos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A PEC prevê que MEIs (microempreendedores individuais) poderão ser beneficiados por algum tipo de compensação para implantar a nova jornada em seus estabelecimentos.

    O trabalhador está subordinado à Constituição, à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ao contrato de trabalho. Não cabe a ele determinar os dois descansos semanais de forma imediata e precisa esperar a orientação do empregador. Além disso, a PEC determina que convenções e acordos coletivos devem ser renegociados no que diz respeito à jornada e ao descanso semanal remunerado.

    Como há um período de transição de 60 dias, os dois dias de folga começarão a valer em dois meses. O professor Ricardo Calcini, do Insper, afirma entender que, em regra geral, a maioria terá direito ao descanso semanal remunerado aos sábados e domingos, como já ocorre em locais que adotam a escala 5x2

    chamada senadores eleitos 2026
    chamada senadores eleitos 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para ele e para o professor Eduardo Gaelzer, do GTrab-USP (Grupo de Estudos de Direito Contemporâneo do Trabalho e da Seguridade Social da Universidade de São Paulo), a hora extra a ser paga a quem trabalhar nos dias de descanso e não tiver folga compensatória ou banco de horas será em dobro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/fim-da-escala-6x1-o-que-muda-no-dia-a-dia-de-empresas-e-funcionarios.shtml.

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    Comissão especial vota fim da escala 6x1 na Câmara; ex-deputado Vicentinho (PT), defensor da redução da jornada desde a década de 80, veste camiseta pela medida - Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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