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    Fim da escala 6x1 é consenso nas redes sociais

    O Senado vota nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a PEC que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem corte de salário e garante dois dias de descanso, conhecida como o fim da escala 6x1 . Leia mais (10/12/2026 - 04h00)

    Folha de S.Paulo
    12 de outubro de 2026 às 07:00
    Fim da escala 6x1 é consenso nas redes sociais
    À esquerda, homem de pele clara, barba grisalha, usando chapéu de palha e camisa vermelha, fala ao microfone com gesto de mão direita levantada. À direita, homem de pele clara, cabelo curto e escuro, veste camisa verde clara e segura microf — Foto: Folha de S.Paulo

    Editada por Felipe Bailez e Luis Fakhouri, fundadores da Palver, coluna traz perspectivas sobre os dados extraídos de redes sociais fechadas

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    Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro durante ato de campanha Douglas Magno - 21.ago.26/AFP e Gledston Tavares - 17.ago.26/AFP
    Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro durante ato de campanha Douglas Magno - 21.ago.26/AFP e Gledston Tavares - 17.ago.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Senado vota nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a PEC que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem corte de salário e garante dois dias de descanso, conhecida como o fim da escala 6x1 .

    A votação será 11 dias antes do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro , depois de um primeiro turno em que Flávio terminou à frente, e o tema entrou na campanha.

    Lula desafiou o adversário a votar a favor, e Flávio não declarou voto, criticou a proposta e assinou outra, a PEC 12 de Rogério Marinho , coordenador da sua campanha, que cria a remuneração por hora trabalhada e faz o acordo individual prevalecer sobre a convenção coletiva.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os críticos chamam essa alternativa de escala 7x0, apelido que o TSE , em decisão liminar, entendeu não corresponder ao texto.

    No monitoramento em mais de 100 mil grupos públicos de aplicativos de mensagens, somado ao debate no X, no Instagram, no TikTok e no Kwai, a inteligência de narrativas da Palver mediu a conversa sobre a PEC de 21 de setembro a 11 de outubro, com o peso de cada rede proporcional ao número de pessoas que a usam todos os dias.

    Entre as mensagens que tomam posição, 95% são a favor do fim da escala 6x1 nas redes sociais e 88% nos aplicativos de mensagem. A abertura da discussão no plenário em 6 de outubro quase não alterou esse quadro, que foi de 96% para 93% nas redes sociais e de 90% para 87% nos aplicativos de mensagem.

    O argumento de quem apoia a proposta é o tempo, e a narrativa de "descanso, família e dignidade" aparece em 66% das opiniões a favor nas redes sociais e em 50% nos aplicativos de mensagem, onde outros 19% usam o tema para comparar Lula e Flávio.

    A minoria contrária, de 12% nos aplicativos de mensagem, critica o conteúdo da proposta e não o momento da votação. Entre as críticas, 46% das opiniões contra o fim da 6x1 falam do "custo para as empresas e do risco ao emprego", 18% da "liberdade de escolha" e apenas 13% acusam "uso eleitoral da votação".

    O argumento das confederações empresariais, que estimam perda de empregos com a mudança, chegou às conversas, ainda que restrito a uma parcela pequena delas.

    Flávio Bolsonaro é um dos personagens centrais dessa conversa e o mais criticado nela. Ele é citado em 51% das mensagens sobre o tema nas redes sociais e em 59% nos aplicativos de mensagem, à frente de Lula, com 31% e 32%, e muito à frente do Congresso, que vai votar a proposta e aparece em 11% a 14%, com menções positivas que não passam de 24%.

    Entre essas menções a Flávio só 6% são positivas nas redes sociais e 8% nos aplicativos de mensagem, com o pior resultado no TikTok, onde ficam em 3%. A decisão de não declarar voto manteve o senador no centro da pauta como o candidato cobrado a se posicionar sobre uma proposta que quase todos os que se manifestam apoiam.

    Já o presidente Lula tem o tema a seu favor, e entre as mensagens que o citam 88% são positivas nas redes sociais e 75% nos aplicativos de mensagem. Na semana em que o Senado abriu a discussão e em que ele desafiou Flávio a votar, porém, essas menções positivas caíram de 83% para 65% nos aplicativos de mensagem e de 92% para 85% nas redes sociais.

    A queda coincide com a entrada da PEC na disputa presidencial, sem que o dado permita dizer que uma coisa explica a outra.

    O tema, mesmo com esse grau de alto consenso, ainda mobilizou pouco nas redes em contraste com outros temas ao longo do ano.

    Antes de 6 de outubro a conversa sobre a PEC era marginal em todas as redes, e no dia em que o Senado abriu a discussão ela ganhou corpo, teve o pico no dia seguinte, quando Lula desafiou Flávio, e perdeu fôlego ao longo da semana.

    O debate sobre a escala 6x1 ainda não chegou perto do volume de outros assuntos como o pico da crise no STF ou a proibição das bets. Isso pode se intensificar ao longo da semana, mas será preciso monitorar para entender se o assunto furou a bolha.

    A PEC chega ao plenário a 11 dias de um segundo turno apertado, e a votação de quarta pode obrigar Flávio, como senador, a registrar a posição que evitou declarar. Até aqui o tema mobilizou pouco, mas, se a votação o recolocar no centro da conversa, um assunto com esse grau de consenso pode movimentar votos na reta final.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/encaminhado-com-frequencia/2026/10/fim-da-escala-6x1-e-consenso-nas-redes-sociais.shtml.

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