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    Fim da escala 6×1 pode elevar mensalidades escolares até 23%, aponta estudo

    Impacto financeiro para as famílias pode resultar na transferência de 600 mil estudantes para escolas públicas

    CNN Brasil
    30 de agosto de 2026 às 13:45
    Fim da escala 6×1 pode elevar mensalidades escolares até 23%, aponta estudo
    Foto: CNN Brasil

    O fim da jornada de trabalho 6x1 pode aumentar as mensalidades escolares em até 23%, ao somar o reajuste anual das instituições, segundo um estudo encomendado pela Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino).

    Diante disso, muitas famílias brasileiras não terão como arcar com os custos da educação privada, fazendo com que até 600 mil estudantes tenham que migrar para as escolas públicas, mostram os dados.

    O levantamento considera o repasse estimado da reforma (8% a 11%), somado ao reajuste anual das mensalidades escolares, já estimado entre 9% e 12%.

    Fim da escala 6x1 pode elevar mensalidades escolares até 23%, aponta estudo • Unsplash · • Unsplash
    Fim da escala 6x1 pode elevar mensalidades escolares até 23%, aponta estudo • Unsplash · • Unsplash — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Confenen ressalta que o estudo reconhece a legitimidade da pauta sobre a redução da jornada de trabalho, mas que isso ainda necessita de ajustes técnicos.

    É preciso verificar se o dia de descanso da escala 5x2 será tratado como folga compensatória — como já ocorre com comerciários, bancários e administrativos — ou como segundo repouso semanal remunerado, o que alteraria o cálculo do salário do professor horista, de acordo com o levantamento.

    Para o estudo, três cenários podem impactar essa definição:

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    Brasil cria 58,5 mil empregos em julho, pior resultado do mês desde 2020 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na leitura mais favorável, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem reflexo no descanso semanal remunerado, teria impacto sobre a folha de educação privada de aproximadamente 9,3%, equivalente a R$ 9,3 bilhões por ano, ou R$ 25 por aluno ao mês.

    Por outro lado, admite ganho de produtividade horária de 2% no magistério e considera o impacto absorvível pela maioria das instituições, com repasse moderado às mensalidades.

    No cenário apontado pelo levantamento como o mais provável, caso o texto em tramitação no Congresso não receba salvaguarda específica, o segundo dia de descanso seria qualificado como repouso remunerado para professores horistas, que correspondem a cerca de 55% da folha docente do setor.

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    Nesse caso, o cálculo passaria de 1/6 a 2/5, elevando em 20% o custo do pacote salarial do professor horista antes de qualquer outro mecanismo.

    O impacto total sobre a folha seria de 17,3%, ou R$ 17,3 bilhões por ano — R$ 47 por aluno ao mês.

    Algo que, de acordo com o estudo, forçaria o repasse de preços para a maioria das escolas privadas, o que poderia resultar na redução da oferta e no fechamento de unidades.

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    No cenário mais severo, compatível com a qualificação plena dos dois dias como repouso remunerado, jornada de 36 horas semanais e cobertura completa das horas-aula, o impacto poderia alcançar 31,6% da folha, ou R$ 31,6 bilhões por ano — R$ 85 por aluno ao mês.

    Nessa situação, pode ocorrer a descontinuidade da oferta em escolas de menor margem entre dois e três anos.

    Segundo o levantamento, o impacto sobre os custos se propaga por três caminhos: repasse para a mensalidade, compressão da margem das escolas e redução da oferta nas instituições menores.

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    Confiança de serviços no Brasil volta a subir em agosto, diz FGV — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ao analisar o cenário central, o repasse necessário para preservar a margem situa-se entre 8% e 11% da mensalidade, ou de R$ 50 a R$ 90 a mais por mês para as famílias de classe média baixa em escola popular, que tem mensalidade média de R$ 800, e de R$ 250 a R$ 450 para famílias em escolas premium, que têm mensalidade média de R$ 4,5 mil.

    Esses números, no entanto, não incluem o reajuste anual das mensalidades escolares, estimado entre 9% e 12%.

    Com base nisso, o levantamento projeta evasão de 5% a 8% nas escolas populares e de 2% a 3% nas premium, o equivalente a entre 450 mil e 720 mil novas matrículas na rede pública.

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    Brasil cria 58,5 mil empregos em julho, pior resultado do mês desde 2020 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Tendo como custo médio por aluno-ano de R$ 7,5 mil no ensino fundamental e R$ 10 mil no ensino médio, a migração geraria ônus fiscal compensatório de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões por ano, o que seria transferido majoritariamente a estados e municípios.

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    Inadimplência do consignado privado atinge 10% e bate recorde, diz BC — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fim-da-escala-6x1-pode-elevar-mensalidades-escolares-ate-23-aponta-estudo/.

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