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    Fim da bisnaga de ketchup resolve um problema e cria outros dois

    Um evento crucial para nossas vidas vai ocorrer no domingo, dia 4 de outubro. Sim, você adivinhou: a partir desta data, será proibido oferecer bisnagas de ketchup, mostarda e maionese nas lanchonetes de São Paulo . Leia mais (10/01/2026 - 15h20)

    Folha de S.Paulo
    1 de outubro de 2026 às 18:20
    Fim da bisnaga de ketchup resolve um problema e cria outros dois
    Frasco plástico transparente contendo molho cremoso branco com pequenas partículas pretas, tampado com bico dosador vermelho, sobre superfície branca e fundo cinza. — Foto: Folha de S.Paulo

    Jornalista, é autor do blog Cozinha Bruta.

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    Alhonese de Marcos Nogueira - Marcos Nogueira/Folhapress · Marcos Nogueira/Folhapress
    Alhonese de Marcos Nogueira - Marcos Nogueira/Folhapress · Marcos Nogueira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Um evento crucial para nossas vidas vai ocorrer no domingo, dia 4 de outubro. Sim, você adivinhou: a partir desta data, será proibido oferecer bisnagas de ketchup, mostarda e maionese nas lanchonetes de São Paulo .

    A proibição está no artigo 75 da portaria 3/2026 , publicada pelo Centro de Vigilância Sanitária estadual paulista. Ele determina que restaurantes, bares, lanchonetes e assemelhados só poderão disponibilizar molhos e condimentos em "embalagens individuais de uso único".

    O texto não especifica o que seriam essas embalagens, mas todos sabemos de que se trata: os famigerados sachês de plástico estarão por toda parte, do boteco encardido à hamburgueria artesanal mais abestalhada.

    Veja imagens da avaliação de ketchup feita pela Folha
    Veja imagens da avaliação de ketchup feita pela Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Estão proibidas não apenas as bisnagas genéricas, que os comerciantes enchem de ketchup, mas também as embalagens originais de fábrica. A justificativa é nobre e válida: se o bico da bisnaga encosta num pedaço do quibe que já foi mordido por alguém doente, pode contaminar a esfirra do próximo cliente. Não dá para contestar tal argumento, assim como não se pode negar que o veto à bisnaga resolve um problema e cria pelo menos outros dois.

    O mais óbvio deles é o impacto ambiental. São montanhas de sachês de azeite, de vinagre, de shoyu, de sal, de molho picante... tudo isso acaba no lixo .

    Por essa razão, a União Europeia baixou recentemente uma norma que vai no sentido oposto da portaria paulista: baniu os sachês.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A segunda questão é o desperdício de comida. Quem consegue extrair todo o ketchup do sachê? Quem nunca jogou fora sachês intactos que o atendente do fast food atirou na bandeja sem perguntar?

    Um terceiro problema, que não deve ser desprezado, diz respeito à conveniência dos sachês —ou à falta dela.

    Além de aniquilar o charme de qualquer ambiente, os saquinhos de plástico são um inferno para abrir, em especial quando você já está com a mão lambuzada de hambúrguer.

    Sim, as autoridades têm lá sua razão, mas quero deixar registrado meu protesto solitário e inútil.

    Fique então com uma receita de maionese de alho caseira, com ovo cru e tudo, para você encher a bisnaga à vontade e se rebelar contra o sistema no aconchego do seu lar. Caso ache que vale a pena correr o risco, como eu acho.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcosnogueira/2026/10/fim-da-bisnaga-de-ketchup-resolve-um-problema-e-cria-outros-dois.shtml.

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