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    Filme sobre Tribalistas revela a gênese da criação sem refletir sobre o impacto da música do trio no Brasil e no mundo

    Arnaldo Antunes (à esquerda), Carlinhos Brown e Marisa Monte compõem em estúdio de Salvador (BA) para o primeiro álbum do trio Reprodução /Vídeo ♫ CRÍTICA DE DOCUMENTÁRIO MUSICAL Título: Tribalistas – O baú da hora fértil Direção: Dora Jobim Roteiro: Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque Elenco: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ O filme de Dora Jobim sobre o grupo Tribalistas é bom no que se propõe – desvendar a gênese da criação de músicas que se tornaram standards da canção brasileira do século XXI – e seria ainda melhor se tivesse ido além e também tivess

    G1
    11 de agosto de 2026 às 14:13
    Filme sobre Tribalistas revela a gênese da criação sem refletir sobre o impacto da música do trio no Brasil e no mundo
    Foto: G1

    Arnaldo Antunes (à esquerda), Carlinhos Brown e Marisa Monte compõem em estúdio de Salvador (BA) para o primeiro álbum do trio — Foto: Reprodução /Vídeo

    Título: Tribalistas – O baú da hora fértil

    Roteiro: Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque

    Elenco: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte

    ♬ O filme de Dora Jobim sobre o grupo Tribalistas é bom no que se propõe – desvendar a gênese da criação de músicas que se tornaram standards da canção brasileira do século XXI – e seria ainda melhor se tivesse ido além e também tivesse proposto uma reflexão sobre o impacto no Brasil e no mundo da música do trio formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte em 2002.

    Contudo, seguindo a ideia da diretora e do próprio grupo, o roteiro de Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque apenas encandeia raras imagens de arquivo que, sim, contam uma história. Já em exibição em festivais do Brasil e do mundo, o documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil” tem estreia programada no Canal Curta! para o primeiro semestre de 2027, celebrando os 25 anos do álbum “Tribalistas” , lançado em novembro de 2002.

    Como Dora Jobim acompanhou o trio desde os primeiros encontros no estúdio Ilha dos Sapos, em Salvador (BA), em abril de 2001, a cineasta desvenda o momento em que os parceiros deram à luz canções como “Carnavália”, “Já sei namorar”, “Passe em casa” – esta com a adesão de Margareth Menezes na parceria – e “Velha infância”.

    O processo posterior de gravação das músicas do primeiro álbum – formatado ao longo de abril de 2002 em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – já foi documentado no DVD “Tribalistas” (2002). O que o documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil” descortina são os bastidores das composições dessas músicas. O momento exato da criação.

    Cartaz do documentário 'Tribalistas – O baú da hora fértil', de Dora Jobim — Foto: Divulgação

    Através desses registros, o espectador entra dentro do estúdio e sai de lá com a impressão de que, embora o processo de composição do trio tenha sido sempre coletivo e gregário, com um artista potencializando a inspiração do outro, Arnaldo Antunes tendia a cuidar mais do sentido e do acabamento dos versos (até por também ser poeta) enquanto Carlinhos Brown era uma usina de ritmos em ebulição (até por ter sido projetado como percussionista) e enquanto Marisa Monte sobressaía como a principal arquiteta das melodias doces que encantaram o público Brasil e mundo afora porque, sem uma melodia sedutora, até a letra mais refinada tende a cair no esquecimento.

    Após mostrar a criação e gravação das músicas nos primeiros 44 minutos, o filme pula para agosto de 2003 e mostra o trio na Feira de São Cristóvão – tradicional reduto nordestino da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – com o álbum já lançado e em contato direto com populares.

    Na sequência, há take do show feito pelo trio em setembro de 2003, em Paris, na França. E então, momentos depois, o roteiro pula para 2018, ano da primeira e por ora única turnê dos Tribalistas, feita após a edição do segundo álbum do grupo, lançado em agosto de 2017.

    Ao longo de 34 apresentações realizadas entre agosto de 2018 e abril de 2019, o trio arrastou multidões para estádios, arenas e grandes casas de shows do Brasil, Europa, Estados Unidos e de Argentina e Uruguai, países vizinhos do Brasil na América do Sul.

    Vistas em sequência, as imagens da turnê impressionam pela adesão popular. É grande a devoção do público estrangeiro ao trio. E é aí que o filme de Dora Jobim podia ter ido um pouco além da proposta documental, refletindo sobre a força e os frutos daqueles momentos de fertilidade criativa no estúdio de Salvador (BA) em abril de 2001.

    Carlinhos Brown (à esquerda), Marisa Monte e Arnaldo Antunes em estádio de Salvador, em 2018, horas antes do primeiro show da turnê mundial dos Tribalistas — Foto: Reprodução / Vídeo

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/08/11/filme-sobre-tribalistas-revela-a-genese-da-criacao-sem-refletir-sobre-o-impacto-da-musica-do-trio-no-brasil-e-no-mundo.ghtml.

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