Filme de 4 horas revela bastidores da vida de Elon Musk
Novo documentário sobre Elon Musk usa avatar em IA após recusa do bilionário e expõe bastidores pessoais e de suas empresas O post Filme de 4 horas revela bastidores da vida de Elon Musk apareceu primeiro em Olhar Digital .

Como Elon Musk acumulou tanto poder e por que a sociedade permitiu essa concentração de influência? Essas são as perguntas que orientam “Musk”, documentário de quase quatro horas dirigido por Alex Gibney, que investiga a trajetória do empresário por meio de entrevistas e registros públicos.
Exibido nos cinemas, o filme percorre a carreira do bilionário e sua atuação política recente. Apesar da pesquisa extensa, a crítica do The New York Times considera que a produção acrescenta poucas revelações sobre uma figura cuja vida já foi amplamente exposta.
Musk, à frente de Tesla , SpaceX e Starlink , recusou-se a conceder entrevista ao diretor. Para contornar a ausência, Gibney criou um avatar digital com inteligência artificial, baseado em declarações e aparições públicas do empresário. A representação reproduz sua voz e suas palavras e se dirige diretamente à câmera.

O recurso ajuda a apresentar a interpretação que orienta o documentário: Musk enxergaria o mundo como um jogo a ser vencido, no qual outras pessoas podem se tornar adversários ou peças descartáveis. O filme também aborda seu interesse pela teoria da simulação, segundo a qual a realidade poderia ser uma simulação criada por uma inteligência superior.
A primeira metade se concentra na trajetória profissional do empresário. Ex-colaboradores questionam a imagem de gênio tecnológico e relatam episódios de apropriação de méritos e práticas consideradas enganosas. Depois de um intervalo de dez minutos, a narrativa avança para acontecimentos recentes, com destaque para a atuação de Musk no DOGE, iniciativa de redução de gastos do governo, e sua aproximação com a direita radical.
O documentário também recorre a depoimentos de duas mulheres que tiveram relacionamentos com Musk. Justine Musk, sua primeira ex-esposa, descreve uma relação marcada, segundo seu relato, por comportamento dominador. Ela conta que o empresário se definia como o “macho alfa” e que, durante as discussões, encontrava maneiras de fazê-la acreditar que estava errada.

Ashley St. Clair, influenciadora anteriormente conservadora e mãe de um dos filhos de Musk, afirma que o relacionamento durou dois anos. Em seu relato, descreve acordos de confidencialidade e pagamentos de pensão relacionados às mães dos filhos do empresário.
St. Clair também afirma que a pensão que recebia foi reduzida em 60% depois que criticou Musk publicamente. Ela atribui a ele uma mensagem em que teria defendido que os dois tivessem uma “legião de filhos antes da guerra civil”. Os depoimentos ajudam a revelar aspectos da vida privada de Musk, a partir das experiências relatadas pelas duas mulheres.
Ao investigar a ascensão de Musk, Gibney explora possíveis influências, como a infância do empresário, sua necessidade de admiração e alegações de uso de drogas. O documentário examina ainda o ambiente do Vale do Silício, onde empresários considerados gênios excêntricos podem conquistar admiração mesmo diante de comportamentos controversos.

Para a crítica do The New York Times , contudo, o filme não consegue explicar de forma conclusiva como Musk chegou a concentrar tanto poder. A investigação deixa questões em aberto:
A produção reúne um grande volume de informações, mas, na avaliação do jornal, oferece poucas descobertas novas. A pergunta central permanece: entender Musk exige olhar também para o ambiente social e empresarial que favoreceu sua ascensão.
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/09/cinema-e-streaming/filme-de-4-horas-revela-bastidores-da-vida-de-elon-musk/.

O filme questiona a imagem de gênio tecnológico associada a Elon Musk por meio de relatos de ex-colaboradores. – Imagem: FotoField/Shutterstock — Foto: Olhar Digital
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