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    Filme B econômico, 'Código: Vingança' investe na porradaria

    "Código: Vingança", longa anglo-americano dirigido pelo francês Jean-François Richet, é mais um veículo para Jason Statham , ator com seus seguidores, mas jamais do nível estelar de um Tom Cruise ou um Brad Pitt . É superior a outros veículos recentes para o ator, como "Resgate Implacável" ou " Beekeeper - Rede de Vingança ", ambos de David Ayer. Leia mais (09/13/2026 - 15h00)

    Folha de S.Paulo
    13 de setembro de 2026 às 18:00
    Filme B econômico, 'Código: Vingança' investe na porradaria
    Foto: Folha de S.Paulo

    Expressa juízo de valor sobre a obra cultural comentada e destaca seus elementos positivos e negativos

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    Jason Statham em cena do filme 'Código: Vingança', de Jean-François Richet - Divulgação · Divulgação
    Jason Statham em cena do filme 'Código: Vingança', de Jean-François Richet - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Código: Vingança", longa anglo-americano dirigido pelo francês Jean-François Richet, é mais um veículo para Jason Statham , ator com seus seguidores, mas jamais do nível estelar de um Tom Cruise ou um Brad Pitt . É superior a outros veículos recentes para o ator, como "Resgate Implacável" ou " Beekeeper - Rede de Vingança ", ambos de David Ayer.

    No entendimento de que a série " John Wick " seja uma exceção, talvez esteja neste tipo de filme um futuro possível para o cinema de ação, tão maltratado recentemente por efeitos especiais cansativos e direções toscas. O aspecto e a economia narrativa de um filme B podem salvar o gênero.

    Trama simples, ação direta, lutas coreografadas e ação majoritariamente num único espaço: um navio cargueiro. Esse pode ser o segredo para que o sucesso seja também cinematográfico. Menos efeitos especiais, maior frontalidade nas intenções: um filme que não finge ser outra coisa que não uma diversão executada com certa habilidade, ainda que sem inventividade.

    Veja cenas do filme 'Código: Vingança', de Jean-François Richet
    Veja cenas do filme 'Código: Vingança', de Jean-François Richet — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O longa de Richet é todo pensado para o ator britânico mostrar seu dom nas porradas e no manejo de vários tipos de armas: revólver, metralhadora, faca, gancho, machado, arpão, sua voz, seu olhar e o que mais se apresentar à sua mente preparada para exterminar criminosos.

    Statham interpreta um ex-policial chamado Cole Reed, que arriscou a própria vida para salvar a de um magnata dos navios cargueiros, Tibu Campallo, papel de Ramon Tikaram. Ele se torna motorista, segurança e assistente pessoal do bilionário em Bangkok , além de ser seu parceiro no jogo de xadrez .

    Num deslocamento pela cidade, o veículo em que levava o chefe é cercado por um grupo fortemente armado e Tibu é gravemente atingido. Cole consegue matar todos os bandidos que os cercaram, mas desta vez não consegue salvar seu patrão e amigo. Culpado do crime para a conveniência dos criminosos, Cole vai procurar saber de quem partiu a ordem.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Seguindo as pistas deixadas por um dos bandidos que matou, vai parar num navio cargueiro chamado Artemis. Lá descobre um grupo de pessoas trancadas num container. Logo perceberá que se trata de tráfico de humanos, um "comércio" muito lucrativo que tinha em Tibu um obstáculo.

    Encontra também Angie Ellis, funcionária de navegação vivida por Annabelle Wallis, que não tinha conhecimento do que se passava e logo se torna sua aliada contra os traficantes, embora a briga fique quase toda com o implacável Cole.

    Em linhas gerais, a trama é só isso. Tudo que resta é o desenvolvimento da ação, bem ao gosto dos diretores mais econômicos do cinema B norte-americano, um cinema muito admirado por franceses como Richet.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    As coisas acontecem muito rapidamente com essa economia de recursos narrativos. Não há respiro. Nada que impeça a trama de avançar rapidamente é permitido.

    É o tipo de filme em que um único homem mata todos os inimigos como se estivesse numa atividade recreativa, na linha popularizada nos anos 1980 pelos longas com o fortão Rambo, personagem de Sylvester Stallone .

    Pensar em verossimilhança nesse tipo de filme é barca furada. Se o bandido tem sua cabeça arremessada com força numa placa de ferro, poucos segundos depois ele já está lutando contra o herói novamente. Aliás, faz parte do clichê que o herói apanhe bastante também, de uma forma que ninguém aguentaria, para nos deixar com um pouquinho de dúvida sobre seu destino.

    E por mais violento que seja um filme desses, a violência de nossos dias sempre vai ser mais tensa e aflitiva. Logo, se for para ver um filme violento, melhor um bom do que um medíocre.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/filme-b-economico-codigo-vinganca-investe-na-porradaria.shtml.

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    Jason Statham em cena do filme 'Código: Vingança', de Jean-François Richet - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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