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    Filho de embaixador de Israel nos EUA é atropelado em ataque na Cisjordânia

    O embaixador de Israel nos Estados Unidos , Yechiel Leiter, afirmou nesta quinta-feira (24) que seu filho, um soldado reservista, está em estado grave após ser atropelado por um palestino em um posto de controle na Cisjordânia ocupada. Leia mais (09/24/2026 - 18h05)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 21:05
    Filho de embaixador de Israel nos EUA é atropelado em ataque na Cisjordânia
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O embaixador de Israel nos Estados Unidos , Yechiel Leiter, afirmou nesta quinta-feira (24) que seu filho, um soldado reservista, está em estado grave após ser atropelado por um palestino em um posto de controle na Cisjordânia ocupada.

    O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, cujo filho, que é soldado, foi ferido em um ataque na Cisjordânia - Ilia Yefimovich/AFP · Ilia Yefimovich/AFP
    O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, cujo filho, que é soldado, foi ferido em um ataque na Cisjordânia - Ilia Yefimovich/AFP · Ilia Yefimovich/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Neria Leiter, 39, foi atingido na quarta-feira (23) enquanto verificava veículos em um posto de controle próximo a um assentamento israelense. Segundo o Centro Médico Shaare Zedek, em Jerusalém, ele passou por uma cirurgia cerebral complexa durante a noite, que durou várias horas

    De com acordo com o jornal The Times of Israel, Neria estava de guarda ao lado de um policial quando o ataque ocorreu. Seu irmão mais velho, o major Moshe Yedidya Leiter, foi morto junto com outros três reservistas no norte de Gaza em novembro de 2023.

    Em frente ao hospital, o embaixador disse que o filho foi estabilizado, mas ainda corre risco de morrer. O diplomata deveria acompanhar o discurso do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU , nesta quinta-feira (24), mas permaneceu em Jerusalém.

    O impacto da guerra na Cisjordânia
    O impacto da guerra na Cisjordânia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Leiter escreveu no X que Neria continuou como reservista após a morte do irmão e acumulou centenas de dias de serviço em diferentes frentes desde 7 de Outubro. Na mensagem, ele afirmou que o terrorismo palestino busca expulsar o povo de Israel de suas terras.

    "Neria precisa de um milagre. Neria continuou a servir na reserva após perder seu irmão mais velho", escreveu.

    Leiter também criticou o presidente da França , Emmanuel Macron , que, em discurso na ONU na terça-feira (22), destacou a violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia.

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    Segundo o embaixador, Macron agiu "por ignorância, malícia ou perversidade" ao afirmar que "o Hamas nunca prejudicou os judeus na Judeia e Samaria", termo bíblico usado por Israel para se referir à Cisjordânia.

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    O premiê promoveu uma expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. A violência contra palestinos no território ocupado por Israel se intensificou desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os assentamentos são comunidades residenciais construídas na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel desde 1967 e reivindicado pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.

    A região é um dos dois territórios palestinos, ao lado da Faixa de Gaza, que integram a área destinada a um Estado palestino nas negociações e planos internacionais para a região.

    Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.

    Hoje a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses.

    A comunidade internacional tem denunciado o aumento da violência e elevado a pressão contra o chamado projeto E1, aprovado por Israel em 2025. O plano prevê a construção de 3.400 moradias em uma área de 12 quilômetros quadrados a leste de Jerusalém .

    A área é considerada estratégica porque sua ocupação pode fragmentar ainda mais o território palestino e dificultar a criação de um Estado palestino territorialmente viável.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/filho-de-embaixador-de-israel-nos-eua-e-atropelado-em-ataque-na-cisjordania.shtml.

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    O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, cujo filho, que é soldado, foi ferido em um ataque na Cisjordânia - Ilia Yefimovich/AFP · Ilia Yefimovich/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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