Filha de vítima de feminicídio está amparada em programa social, diz Celina
Em agenda de campanha próxima à região do crime, a governadora falou sobre a importância de combater o machismo no DF

A menina de 4 anos, que presenciou a morte da mãe no Itapoã na noite de segunda-feira (7/9), está sendo amparada por programas destinados a órfãos do feminicídio, segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Durante agenda de campanha, ocorrida nesta quarta (9/9) próximo à região onde ocorreu o feminicídio, a atual mandatária ressaltou que os casos de violência doméstica não podem ser negligenciados.
“Nós estamos acolhendo a família. A criança já está sendo incluída no programa que nós temos, destinado a órfãos do feminicídio. E para gente evitar esse tipo de crime é preciso denunciar”, disse Celina Leão.
O caso citado por Celina Leão é o de Flávia Gomes da Silva, foi assassinada aos 35 anos pelo companheiro Anderson Gonçalves, 44, na última segunda-feira (7/9), no Itapoã. Conforme noticiado pelo Metrópoles , no momento do crime, a vítima caminhava na rua, acompanhada da filha quando foi tacada pelo homem, com ao menos 10 facadas.

Ao comentar o feminicídio, a governadora elencou que Flávia estava inserida em um ciclo de violência havia muitos anos, mas que não possuía nenhuma medida protetiva. Segundo Celina, muitas vítimas permanecem em situação de violência pelo apego afetivo, “na maioria das vezes abusivo do agressor”. Ela afirma, também, que muitas mulheres não acreditam que as ameaças de morte possam se tornar realidade.
“Quando os homens ameaçam nos matar, eles nos matam. Às vezes, acontece o perdão, pois a gente sabe que envolve também tem sentimento. Você está em um relacionamento afetivo e muitas vezes abusivo com o agressor. Mas busque ajuda”, disse a chefe do Executivo local.
A candidata à reeleição ao Palácio do Buriti disse, ainda, que é preciso combater as raízes do machismo, um dos principais fatores que influenciam os crimes de feminicídio. Ao abordar que os padrões definidos pelos homens colocam mulheres em risco, a governadora reiterou que o crime de gênero é difícil de combater também pela objetificação dos corpos femininos.

“É preciso também combater o machismo. Esses homens nos matam porque eles acham que nós somos propriedade deles. Eles objetificam a mulher. Acham que nós não podemos ser felizes, não temos direito de reconstruir a vida”, disse. “É esse tipo de comportamento que mata mulheres”, completou a governadora.
A declaração ocorreu durante uma série de compromissos de campanha da candidata na região do Paranoá e do Itapoã na manhã desta quarta-feira. A primeira agenda foi a inauguração do seu comitê , e após, ela percorreu pela cidade em um trio elétrico. Ela afirmou que no seu governo a cidade recebeu melhorias na infraestrutura, saúde e educação para crianças em creches.
O Restaurante Comunitário do Paranoá também foi um dos pontos que recebeu a presença da governadora. Na ocasião, ela falou da importância da política pública para a segurança alimentar da população e prometeu expandir o serviço caso seja eleita em outubro.

Celina Leão em visita ao Restaurante Comunitário do Paranoá
A governadora almoçou ao lado de usuários do Restaurante Comunitário
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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/filha-de-vitima-de-feminicidio-esta-amparada-em-programa-social-diz-celina.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto — Foto: Metrópoles
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