FII HSLG11 esclarece impacto da Casas Bahia após tombo de 15% e projeta dividendos
Aluguel de imóveis (Foto: Unplash / Jakub Zerdzicki) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/04/jakub-zerdzicki-RVk8EwpRwNs-unsplash.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />O HSLG11 opera em alta de 3,75% nesta quarta-feira (19), a R$ 75,23 The post FII HSLG11 esclarece impacto da Casas Bahia após tombo de 15% e projeta dividendos appeared first on InfoMoney .

Aluguel de imóveis (Foto: Unplash / Jakub Zerdzicki)
O fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística) opera em alta de 3,75% nesta quarta-feira (19), a R$ 75,23, após a gestora divulgar esclarecimentos sobre os impactos do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia sobre os imóveis locados pela varejista.
A Casas Bahia protocolou o pedido de recuperação judicial em 16 de agosto , na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A companhia é locatária dos imóveis HSI Log. Contagem, em Minas Gerais, e HSI Log. São José dos Pinhais, no Paraná, ambos integrantes da carteira do HSLG11 .

Segundo a gestora, não houve até o momento manifestação da Casas Bahia sobre intenção de rescindir os contratos ou desocupar os imóveis .
Pelo contrário, os dois contratos foram classificados pela própria varejista como essenciais no pedido de recuperação judicial, reforçando a intenção de manter as operações nos galpões.
Ademais, os aluguéis referentes a julho de 2026 foram integralmente pagos, enquanto os vencimentos de agosto ainda não haviam sido quitados até a divulgação do comunicado. A Casas Bahia foi notificada sobre o atraso e sobre a possibilidade de aplicação das penalidades previstas nos contratos.

Apesar da incerteza envolvendo os pagamentos de agosto, o HSLG11 informou que manterá a distribuição de R$ 0,75 por cota na próxima divulgação de dividendos, prevista para 31 de agosto de 2026.
Segundo a gestora, o fundo utilizará o resultado acumulado atualmente disponível para complementar a receita caso a integralidade dos aluguéis devidos pela Casas Bahia não seja recebida no período.
A situação envolvendo a Casas Bahia ocorre em meio a uma estratégia que o HSLG11 já vinha adotando para reduzir a concentração dos imóveis.

Em abril de 2025, o fundo formalizou aditivos aos contratos dos dois ativos, aproximando os valores de locação aos praticados pelo mercado e iniciando a transformação dos galpões em empreendimentos multiusuários.
Os imóveis de Contagem e São José dos Pinhais também são apontados pela gestão como ativos de qualidade, localizados em importantes hubs logísticos do país. Na avaliação da gestora, as características dos galpões e os valores de locação praticados colocam os empreendimentos em posição comercial favorável mesmo diante do cenário envolvendo a principal locatária.
A gestora afirmou ainda que acompanha de forma diligente o processo de recuperação judicial e está preparada para adotar as medidas necessárias para preservar os interesses do fundo e dos cotistas.

Em caso de atraso ou inadimplência dos contratos, o HSLG11 poderá recorrer às medidas previstas contratualmente e na legislação, incluindo eventual ação de despejo, caso essa seja considerada necessária.
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Foto: InfoMoney
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