FII HSLG11 despenca 9% e aprofunda tombo após recuperação judicial da Casas Bahia
Imagem ilustrativa de painel do mercado financeiro, com gráficos refletindo pressão vendedora e movimento de queda. Imagem gerada por inteligência artificial. " data-image-caption=" Imagem ilustrativa de painel do mercado financeiro, com gráficos refletindo pressão vendedora e movimento de queda. Imagem gerada por inteligência artificial. " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Bolsa-Queda-Ibovespa-.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />O HSLG11 acumula uma desvalorização de aproximadamente 21% desde julho The post FII HSLG11 despenca 9% e aprofunda tomb

Imagem ilustrativa de painel do mercado financeiro, com gráficos refletindo pressão vendedora e movimento de queda. Imagem gerada por inteligência artificial.
O fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística) volta a cair forte nesta terça-feira (18), ainda sob pressão das preocupações do mercado com os possíveis impactos da recuperação judicial da Casas Bahia sobre os fundos imobiliários expostos à varejista. Por volta das 11h30, a cota recuava 9,14%, a R$ 72,51.
A queda ocorre um dia depois de o fundo já ter recuado 4,69% , encerrando a sessão de segunda-feira (17) a R$ 79,52.

Em 20 de julho, a cota do fundo chegou a ser negociada a R$ 91,84 , segundo dados da Status Invest. Considerando o preço de R$ 72,51 observado nesta terça, o HSLG11 acumula uma desvalorização de aproximadamente 21% desde aquele patamar — uma diferença de mais de R$ 19 por cota.
A principal preocupação dos investidores está relacionada à concentração da receita do HSLG11 em contratos ligados à Casas Bahia .
Dados apresentados pelo próprio fundo mostram que a companhia responde diretamente por 27,6% da receita contratada , enquanto sublocações relacionadas à varejista representam outros 3,3%, levando a exposição total a aproximadamente 30,9%.

Procurada pelo InfoMoney , a HSI, gestora do HSLG11 , não retornou aos questionamentos sobre a situação. O espaço permanece aberto para manifestação da gestora.
A concentração faz do HSLG11 um dos fundos logísticos mais diretamente afetados pela discussão sobre a situação financeira da Casas Bahia.
O impacto, contudo, não necessariamente significa perda imediata dessa receita, já que a dinâmica depende da manutenção dos contratos, dos pagamentos dos aluguéis e da eventual capacidade de substituição dos locatários.

Otmar Schneider, analista de valores mobiliários da Nord Investimentos, explica que, em uma recuperação judicial, é importante separar os aluguéis já vencidos daqueles que ainda serão pagos no futuro. Eventuais valores em atraso podem entrar no processo de recuperação, enquanto os contratos de locação que permanecem vigentes seguem outra dinâmica.
“Os fundos imobiliários são muito menos impactados do que a própria empresa. Então o acionista da empresa acaba muito exposto a um pedido de recuperação judicial. No caso do fundo imobiliário, esse pedido de recuperação judicial ocorre de duas formas. Os créditos, ou seja, se aquela empresa atrasou aluguéis, então isso vai entrar como um crédito concursal, o fundo imobiliário vai ter que pleitear isso na Justiça dentro da recuperação judicial, então é mais complexo de receber”, diz o analista.
O histórico recente do mercado também mostra que uma recuperação ou renegociação financeira não necessariamente significa interrupção imediata dos pagamentos de aluguel. Schneider cita o caso do GPA, que passou por um processo de recuperação extrajudicial e também tinha exposição relevante em fundos imobiliários .

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Foto: InfoMoney
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