Fiesp e entidades empresariais pedem que STF delibere com “urgência”
Sem citar Alexandre de Moraes, manifesto de mais de 3.000 organizações defende que Supremo examine o caso “em sessão pública” e “sem subterfúgios e sem corporativismo”; cidadãos podem aderir assinando o texto

Sem citar Alexandre de Moraes, manifesto de mais de 3.000 organizações defende que Supremo examine o caso “em sessão pública” e “sem subterfúgios e sem corporativismo”; cidadãos podem aderir assinando o texto
Um grupo de cerca de 3.000 entidades divulgou nesta 3ª feira (8.set.2026) um manifesto que exige que o plenário do Supremo Tribunal Federal examine em sessão pública os fatos sobre a crise na Corte e decida com urgência e “sem corporativismo” . Eis a íntegra (PDF – 834 kB).
As entidades que assinam são de todos os Estados e representam cerca de 90% do PIB (Produto Interno Bruto).

“O Brasil atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça. O Supremo é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História” , afirmou o manifesto.
Segundo o documento, a autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, “mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem” .
“Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social” , afirmou o documento.

Além das assinaturas das entidades, o manifesto tem também um site em que cidadãos comuns poderão assinar. “Não se cale. Assine agora e faça a diferença” , finaliza o documento. Eis o site para assinar .
O Supremo está com uma crise que começou com a divulgação de uma relação próxima entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes .
“O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.
“Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.
“O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.
“A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!
“Cada dia é um dia a mais de descrédito.
“O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/fiesp-e-entidades-empresariais-pedem-que-stf-delibere-com-urgencia/.

STF vive crise causada por embate entre os ministros Alexandre de Moraes (dir.) e André Mendonça (esq.) — Foto: Poder360
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