FIA dará benefícios via ADUO a Mercedes, Audi, Ferrari e Honda
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) divulgou nesta quarta-feira os resultados das duas primeiras análises do ADUO, sistema de auxílio criado pela F1 para beneficiar fabricantes de motores em déficit. O relatório confirma rumores que apontavam a Ford, parceira da Red Bull e Racing Bulls, como melhor unidade de potência até aqui - e prevê auxílios para Mercedes, Ferrari, Audi e Honda. Diretor da FIA explica sistema de auxílio para motores na F1 2026: "Não é fórmula mágica" Largada do GP da Holanda de F1 2026 Benoit Tessier/Reuters O ADUO (sigla para “Oportunidades Adicionais de Dese
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/o/C/pcUUIiRxy6PuAKLSbAGQ/2026-08-23t131835z-974287935-up1em8n10yyrq-rtrmadp-3-motor-f1-netherlands.jpg)
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) divulgou nesta quarta-feira os resultados das duas primeiras análises do ADUO, sistema de auxílio criado pela F1 para beneficiar fabricantes de motores em déficit. O relatório confirma rumores que apontavam a Ford, parceira da Red Bull e Racing Bulls, como melhor unidade de potência até aqui - e prevê auxílios para Mercedes, Ferrari, Audi e Honda.
Diretor da FIA explica sistema de auxílio para motores na F1 2026: "Não é fórmula mágica"
Largada do GP da Holanda de F1 2026 — Foto: Benoit Tessier/Reuters
O ADUO (sigla para “Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização”, em inglês) foi criado para aumentar a competitividade entre as fabricantes da F1, após a introdução do novo regulamento técnico e de motores.
Caso se enquadre nos requisitos da federação, ou seja, uma desvantagem acima de 2% em relação ao motor de combustão interno (ICE) melhor avaliado, a fornecedora receberá alguns benefícios: mais tempo de testes, atualizações adicionais e reajustes no teto de gastos . Essas medidas de apoio podem ser aplicadas tanto na temporada 2026, quanto em 2027.
Segundo a FIA, o primeiro período de análise do ADUO (do GP da Austrália ao GP do Canadá) revelou que a Mercedes ficou na janela de déficit de 2% a 4%. A montadora, então, receberá duas autorizações para uma atualização no motor: uma para 2026, e outra para 2027. O auxílio deve beneficiar não apenas a equipe de fábrica, como também suas clientes McLaren, Williams e Alpine.
Unidade de potência (motor) da Aston Martin, fornecido pela Honda — Foto: Takashi Aoyama/Getty Images
- A FIA promoveu uma profunda e exaustiva análise como parte de nosso processo de revisão do ADUO. Com o anúncio das descobertas do período 2, estamos confiantes de que, com base nas informações, as análises são incrivelmente robustas - o que nos dá um alto nível de confiança em nossas descobertas. Também precisamos, porém, respeitar a confidencialidade e propriedade intelectual das equipes e suas fabricantes, ao disseminar detalhes das descobertas. Esse ainda é o primeiro ano do ADUO, então naturalmente haverá áreas em que podemos evoluir com o tempo, através de debates com todas as fabricantes - declarou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
Audi teme brecha em sistema de auxílio a motores e cobra revisão da FIA
Resultados dos períodos 1 e 2 de análise do ADUO na F1 2026
Red Bull também controla a Racing Bulls na F1 — Foto: Clive Mason/Getty Images
A primeira etapa de análise revelou que a Ferrari, a Audi de Gabriel Bortoleto e a Honda apresentaram déficit de 4% ou mais. Com isso, cada uma terá direito a duas homologações adicionais na temporada 2026, e mais duas em 2027. A medida é uma boa notícia também para a Haas e a Cadillac, clientes da Ferrari, e a Aston Martin, parceria da Honda.
O comunicado da FIA, porém, revelou que o segundo período de análise (do GP de Mônaco ao GP da Hungria) não culminou na aplicação de mais homologações extras. A entidade já deu início ao terceiro período de revisão do sistema, no GP da Holanda: as investigações seguirão até o GP do México, em outubro.
Para motores que tenham entre 2% e 4% de desvantagem, o acréscimo no tempo de testes será de 70h. Para as fabricantes acima de 4%, esse tempo extra será de 110h.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, no GP da Holanda de F1 2026 — Foto: Getty Images
Além disso, as homologações podem ser cumulativas: se uma equipe receber dois direitos a atualizações em 2026 e 2027 e, no ano seguinte ela estiver novamente qualificada para dois atualizações (desta vez, para o ano vigente e para 2028), ela totalizará quatro em 2027.
Os descontos no teto de gastos, por sua vez, concederão às fabricantes uma "folga" nos investimentos em melhorias; a Mercedes terá um benefício de US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,4 milhões), enquanto as outras três fabricantes, de US$ 4,65 milhões (equivalente a R$ 23,7 milhões).
Max Verstappen abandonou o GP da Holanda da F1 2026 após bater; apesar de vantagem no motor, time tem sofrido na temporada — Foto: EYE4Images/NurPhoto via Getty Images
Os rumores que apontam a Red Bull como detentora do melhor motor da F1 2026, ao menos até aqui, já circulam há dois meses pelo paddock. Em junho, a equipe questionou a informação, negando que haja alguma vantagem da unidade da Ford com relação à líder Mercedes.
Chama atenção o fato de que, apesar da análise da FIA, o time austríaco é apenas o quarto colocado no Mundial de construtores e ainda não venceu. Sua equipe irmã, a Racing Bulls, está em quinto lugar na tabela.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/motor/formula-1/noticia/2026/08/26/fia-dara-beneficios-via-aduo-a-mercedes-audi-ferrari-e-honda.ghtml.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

