Festival File reúne obras com inteligência artificial e busca a introspecção humana
O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, ou File , em sua 26ª edição, chega ao Centro Cultural Fiesp, em São Paulo, em boa hora. O evento, que une a tecnologia e a ciência com a arte , começa nesta quinta-feira, dia 20, num momento de debate efervescente sobre o papel da inteligência artificial na cultura. Leia mais (08/20/2026 - 13h00)

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Obra Ancestors, de Hanna Haaslahti - Patrik Rastenberger / FILE

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, ou File , em sua 26ª edição, chega ao Centro Cultural Fiesp, em São Paulo, em boa hora. O evento, que une a tecnologia e a ciência com a arte , começa nesta quinta-feira, dia 20, num momento de debate efervescente sobre o papel da inteligência artificial na cultura.
Com cerca de 150 obras, a exposição combina interatividade, imersão e animações. Sob o título "A Intercriatividade", a ideia do festival é aproximar humano e tecnologia. A programação inclui uma palestra com Gregory Chaitin —matemático conhecido por estudos sobre os limites da computação.
Segundo a equipe de curadores, formada por Ricardo Barreto, Paula Perissinotto, Clarissa Vidotto e Victor Sardenber, a ideia da mostra não é buscar respostas definitivas, mas convidar o público a reconhecer a complexidade de sistemas.

Criado em 2000, o File se destaca por se debruçar sobre a conexão entre a arte e a tecnologia. Antes da popularização dessas ferramentas, a mostra já abraçava debates sobre como elas transformariam a criação artística e a experiência humana.
O festival promove exposições, workshops, debates, publicações e ações educativas. Também acompanha a evolução das linguagens digitais e apresenta ao público pesquisas internacionais em arte, ciência e tecnologia, buscando aproximá-lo da inovação e do pensamento crítico.
O público é convidado a participar ativamente da mostra. Na obra "Algorithmic Perfumery", do artista e cineasta holandês Frederik Duerinck, inteligência artificial e emoções se unem na criação de um perfume de composição olfativa única.

É o caso também de "Transmissions into the Void", do designer de interação indiano Dennis Peter. A partir da luz e do som, a obra debate como toda a informação é vulnerável ao tempo. A ideia é fazer um contraponto à imagem da "nuvem" como um arquivo eterno e intocável.
Há ainda a experiência que conduz o movimento de um balanço, com jogo de luz e sons diferenciados. A proposta do "INEVITABLY BLUE", da ucraniana Sophia Bulgakova, leva o visitante ao desafio na percepção do corpo e o convida a explorar imaginação, memória e realidade.
O Brasil é representado pela obra "Gravidade VR", de Amir Admoni e Fabito Rychter. Com óculos de realidade virtual, o trabalho imerge o público na jornada dos irmãos Osório e Benedito. A instalação mostra um cenário sem horizonte e transporta o público para a vida dos irmãos, vivida em uma infinita queda.

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/festival-file-reune-obras-com-inteligencia-artificial-e-busca-a-introspeccao-humana.shtml.

Obra Ancestors, de Hanna Haaslahti - Patrik Rastenberger / FILE · Patrik Rastenberger / — Foto: Folha de S.Paulo
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