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    Fazer política hoje é fingir comportamento de louco

    Augusto Cury disse ao jornalista Bernardo Mello Franco que "a política virou um manicômio". Só não explicou por que tanta gente quer pular o muro para dentro do hospício. A começar por ele próprio, que é psiquiatra, garante ter vendido 42 milhões de livros de autoajuda e está concorrendo à Presidência (com 2% das intenções de voto, segundo o Datafolha ). Leia mais (08/28/2026 - 13h24)

    Folha de S.Paulo
    28 de agosto de 2026 às 16:24
    Fazer política hoje é fingir comportamento de louco
    Três homens em palanques com seus nomes: Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, participam de debate eleitoral com fundo digital exibindo 'Band Eleições 2026'. — Foto: Folha de S.Paulo

    Jornalista, atuou como repórter e editor. É autor de "Dicionário Amoroso do Rio de Janeiro"

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    Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury em debate na Band - Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band · Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band
    Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury em debate na Band - Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band · Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Augusto Cury disse ao jornalista Bernardo Mello Franco que "a política virou um manicômio". Só não explicou por que tanta gente quer pular o muro para dentro do hospício. A começar por ele próprio, que é psiquiatra, garante ter vendido 42 milhões de livros de autoajuda e está concorrendo à Presidência (com 2% das intenções de voto, segundo o Datafolha ).

    Há candidatos que já receberam alta, mas insistem no choque elétrico. Com a complacência da Justiça Eleitoral, conseguiram o registro apesar de inelegíveis. O caso mais notório é o do influenciador Pablo Marçal, que se finge de louco para faturar, causar tumulto e funcionar como linha auxiliar do bolsonarismo. Outro é o do ex-governador do Rio Anthony Garotinho , um recordista em prisões: cinco. Modesto, ele afirma que foram apenas quatro.

    Rejeitado por vários partidos, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha —também íntimo da cadeia e beneficiado pela mudança na Lei da Ficha Limpa aprovada no Congresso— filiou-se ao Republicanos, partido da Igreja Universal. Faz campanha pelo interior de Minas Gerais pegando carona nas pregações dos pastores Valdemiro Santiago e R.R. Soares: "Quando a gente acha que a política é coisa do Diabo, a gente deixa a política para o Diabo".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nove candidatos disputam as eleições com mandados de prisão em aberto. Sem falar nos vinculados a organizações criminosas e milícias. No Rio de Janeiro , há comprovadamente oito deles.

    Em relação a 2022, o número de candidatos do Exército caiu pela metade, reflexo do golpe de Bolsonaro, que fez o verde-oliva desbotar. As vivandeiras, no entanto, não desistiram. Cida Villas Bôas —viúva do general Eduardo e que há quatro anos gritava "Selva!" nos acampamentos golpistas— mira a Câmara. Ela é conhecida como Dona Onça.

    Se permite a bagunça dos inelegíveis, a Justiça Eleitoral ao menos tenta barrar a entrada no Pinel dos Bolsonaros de mentirinha —que levam o nome do ex-presidente às urnas sem pertencer à família. Muitos dos quais, desconfio, votam em Renan Santos .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alvaro-costa-e-silva/2026/08/fazer-politica-hoje-e-fingir-comportamento-de-louco.shtml.

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    Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury em debate na Band - Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band · Renato Pizzutto - 24.ago.26/Band — Foto: Folha de S.Paulo

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