Política

    Fazenda reduz PIB de 2026 e estima superavit de R$ 10,77 bi na meta

    SPE reduz IPCA de 2026 para 4,9%; deduções legais de R$ 62,78 bilhões transformam deficit em superavit ajustado

    Poder360
    22 de setembro de 2026 às 17:55
    Fazenda reduz PIB de 2026 e estima superavit de R$ 10,77 bi na meta
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    SPE reduz IPCA de 2026 para 4,9%; deduções legais de R$ 62,78 bilhões transformam deficit em superavit ajustado

    O Ministério da Fazenda divulgou, nesta 3ª feira (22.set.2026), o Boletim Macrofiscal de setembro elaborado pela SPE (Secretaria de Política Econômica). O documento reduziu de 2,3% para 2,0% a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026.

    Também recuou a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação do país, deste ano, de 5,1% para 4,9%. Leia a íntegra – (PDF 840 KB).

    O boletim lista 3 fatores de risco para o cenário macroeconômico a curto e longo prazo, são eles: petróleo e geopolítica, El Niño e juros globais; na imagem, notas de real
    O boletim lista 3 fatores de risco para o cenário macroeconômico a curto e longo prazo, são eles: petróleo e geopolítica, El Niño e juros globais; na imagem, notas de real — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A queda na projeção do PIB de 2026 reflete a desaceleração em 2 dos 3 setores da economia:

    Para o 3º trimestre de 2026, a SPE projeta alta de 1,8% na comparação interanual, ante 2,0% no 2º trimestre. Para 2027, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,5% para 2,3%. De 2028 a 2030, a projeção permanece em 2,6% ao ano.

    A queda do IPCA de 2026 é atribuída a surpresas baixistas nos preços de alimentos in natura e à desaceleração dos preços de serviços.

    Já a alta na projeção do IPCA de 2027, de 3,6% para 3,8%, decorre de 3 fatores apontados no boletim:

    Para o período de 2028 a 2030, o IPCA é projetado na meta de 3,0% ao ano.

    A taxa de desocupação foi a 5,3% em julho de 2026 (5,4% com ajuste sazonal), segundo o boletim. A população ocupada cresceu 0,3% no trimestre encerrado em julho, enquanto a massa de renda real recuou 0,3% no mesmo período.

    O impulso de crédito total ao setor privado permanece negativo, em -0,6 ponto percentual (p.p.) do PIB em 4 trimestres, ainda que as concessões reais a pessoas jurídicas mostrem recuperação parcial.

    Isso significa que o mercado de trabalho continua aquecido, mas perdeu parte do ritmo de expansão, já que a ocupação avançou pouco e a renda real recuou. Ao mesmo tempo, o crédito ainda não contribui para ampliar a atividade econômica, embora haja sinais de recuperação nas concessões para empresas.

    O Governo Central acumulou deficit primário de R$ 81,0 bilhões de janeiro a julho de 2026, segundo a Fazenda. A receita líquida cresceu 5,9% em termos reais no período, e a despesa total avançou 6,2%.

    O RARDP (Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) do 3º bimestre aponta deficit primário bruto de R$ 52,01 bilhões. Depois de deduções estabelecidas em lei, o resultado passa a um superavit de R$ 10,77 bilhões para fins de cumprimento da meta fiscal de 2026.

    As deduções somam R$ 62,78 bilhões e incluem:

    As expectativas de mercado captadas pelo Prisma Fiscal, sistema do Ministério da Fazenda, também melhoraram. A mediana das projeções para o deficit primário de 2026 caiu de R$ 58,08 bilhões para R$ 52,27 bilhões (-0,38% do PIB) –a melhor estimativa desde dezembro de 2023, de acordo com o boletim.

    Para 2027, a projeção de deficit do Prisma Fiscal recuou de R$ 53,88 bilhões para R$ 45,35 bilhões. Já a DBGG (dívida bruta do governo geral) é estimada pelo mercado em 83,2% do PIB em 2026 e 87,0% do PIB em 2027.

    O boletim lista 3 fatores de risco para o cenário macroeconômico:

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/fazenda-reduz-pib-de-2026-e-estima-superavit-de-r-1077-bi-na-meta/.

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    O boletim lista 3 fatores de risco para o cenário macroeconômico a curto e longo prazo, são eles: petróleo e geopolítica, El Niño e juros globais; na imagem, notas de real — Foto: Poder360

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