Brasil

    Fãs de Lynn Painter causam aglomeração no primeiro sábado da Bienal do Livro

    Ingressos para este sábado estavam esgotados

    UOL
    6 de setembro de 2026 às 02:00
    Fãs de Lynn Painter causam aglomeração no primeiro sábado da Bienal do Livro
    Foto: UOL

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A chuva intensa ao longo deste sábado (5) não afastou os fãs da autora americana Lynn Painter , que se aglomeraram sentados no chão dos corredores da Bienal do Livro de São Paulo à espera da palestra da autora. A multidão formou uma fila que dificultou o acesso à Arena Cultural, espaço onde ocorre a programação principal do evento, durante boa parte da tarde. Os ingressos para o dia de hoje estavam esgotados.

    A escritora norte-americana Lynn Painter durante a mesa "Fake Dating, Rivais e Clichês: a receita do romance perfeito", mediada pela jornalista Mari Araújo, na Arena Cultural da Bienal do Livro, em São Paulo, neste sábado (5) - Allison Sale
    A escritora norte-americana Lynn Painter durante a mesa "Fake Dating, Rivais e Clichês: a receita do romance perfeito", mediada pela jornalista Mari Araújo, na Arena Cultural da Bienal do Livro, em São Paulo, neste sábado (5) - Allison Sale — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Autora best-seller de comédias românticas, Lynn já é uma velha conhecida do público jovem brasileiro. Ela tem participado de todas as bienais do Rio de Janeiro e de São Paulo desde 2023. Mesmo assim, o público começou a se organizar na região do palco por volta das 13h, mais de três horas antes do horário previsto para a entrevista, às 16h30.

    Entre adolescentes, mães, pais e avós, muitos também buscavam um lugar junto à grade que cercava o espaço. Segundo a organização, a mesa estava mais lotada do que a do dia anterior, do autor Raphael Montes , e a multidão impressionou pela dimensão. O volume do público foi tanto que a organização optou por liberar, a conta-gotas, a entrada dos jovens no espaço.

    O aquecimento de pré-evento teve direito a tudo, desde as famosas ondas vistas em estádios, quando torcedores levantam e abaixam os braços para criar um efeito visual de onda, até batidas de leques e gritos de "Lynn, cadê você? Eu vim aqui só para te ver".

    Veja imagens da Bienal do Livro de São Paulo
    Veja imagens da Bienal do Livro de São Paulo — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Com dez minutos de atraso, a autora entrou no palco com uma calorosa recepção de berros e celulares levantados. Para a surpresa do público, diferentemente do comum para autores internacionais, a primeira frase que ela disse foi em português.

    "Tenho praticado meu português todos os dias, mas não sou muito bom", disse, com alguns erros de concordância. "Obrigada por sempre me fazerem sentir que sou bem-vinda! Há cinco anos, não sabia nada sobre o Brasil, mas agora o Brasil está no meu coração por causa de amigos como vocês. Então, muito, muito obrigada. Isso é tudo que eu sei." Em resposta, o público devolveu um: "Lynn, eu te amo".

    A autora conversou com o público brasileiro sobre os personagens de suas histórias (publicadas no Brasil pela Intrínseca), seu método criativo de escrita e a adaptação cinematográfica pela Netflix de um de seus livros, "Melhor do que nos Filmes". De presente, a autora recebeu da mediadora Mari Araujo um RG, em tom de brincadeira, devido às constantes visitas da autora ao Brasil.

    Veja alguns dos autores que participam da Bienal do Livro 2026
    Veja alguns dos autores que participam da Bienal do Livro 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Para além do tumulto na região da Arena Cultural, a mesa de Lynn também causou desconforto com o público da mesa anterior, intitulada "Carolina Maria de Jesus: memória, legado e cinema". Isso porque fãs da americana gritavam o seu nome e berravam para gravações do evento, o que dificultou a escuta daqueles interessados em ouvir detalhes antecipados da cinebiografia da escritora Carolina Maria de Jesus.

    Do lado de fora do evento, a chuva atrapalhou quem quis voltar para casa após a hora do almoço. A fila do transfer oficial do evento, que faz gratuitamente o trajeto de ida e volta entre a estação de metrô Portuguesa-Tietê e o Distrito Anhembi, fazia voltas, já que os ônibus estavam demorando cerca de uma hora devido ao trânsito. No fim da fila, membros da organização gritavam que o transfer tinha sido pausado momentaneamente, mas a informação não chegou para quem estava no começo da fila.

    Do lado de dentro, os corredores da Bienal estavam visivelmente mais espaçosos que na edição de 2024 , mas isso não foi suficiente para evitar o fluxo intenso de pessoas. Quem circulava pelo espaço precisava desviar de filas longas para pagamento e de gente sentada no chão, às vezes nos cantos, às vezes bem no meio do caminho. Ao longo do dia, embalagens de lanche, canudos e outros tipos de lixo foram se acumulando pelo chão do evento.

    Público que acompanhou a escritora norte-americana Lynn Painter na Bienal do Livro, em São Paulo, neste sábado (5) - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress
    Público que acompanhou a escritora norte-americana Lynn Painter na Bienal do Livro, em São Paulo, neste sábado (5) - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O primeiro sábado de Bienal terminou com mais romance. No palco principal, os fãs receberam, entre batidas de leques, a escritora e ilustradora Alice Oseman, criadora de "Heartstopper" . Criada em 2016, a história em quadrinhos, publicada no Brasil pela editora Seguinte, tem hoje mais de 10 milhões de cópias vendidas em 39 países e já foi adaptada para as telas pela Netflix.

    Sucesso entre a comunidade LGBTQIA+, a história desenvolve a descoberta do primeiro amor entre dois garotos, Nick e Charlie, além de trabalhar temas como amadurecimento, descobertas sobre sexualidade, saúde mental, amizade e superação de traumas. O brilho nos olhos da história é uma representação considerada leve e positiva por fãs da obra e por membros da comunidade, algo historicamente raro no mercado literário.

    Durante a conversa com o público, a autora respondeu perguntas sobre os personagens e vivências LGBTs. O público acompanhou atentamente cada resposta e respondia com gritos de concordância.

    SLixo no chão entre os visitantes que circulam pelos corredores e estandes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Distrito Anhembi, neste sábado (5) - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress
    SLixo no chão entre os visitantes que circulam pelos corredores e estandes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Distrito Anhembi, neste sábado (5) - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Eu acho muito importante encontrar pessoas à sua volta que lhe entendam e, nem sempre, os adultos ou a sociedade vão fornecer esse apoio. Amizade é muito importante nesse processo. Na juventude, talvez você não encontre aquela paixão, mas vai encontrar aquele amigo. Isso é muito poderoso."

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    'Heartstopper para Sempre' encerra romance entre adolescentes gays
    'Heartstopper para Sempre' encerra romance entre adolescentes gays — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Multidão de pessoas de diferentes idades e estilos reunidas atrás de grades na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Duas faixas coloridas na frente indicam o evento com o slogan 'Um festival de emoções'. Ambiente interno com ilum
    Multidão de pessoas de diferentes idades e estilos reunidas atrás de grades na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Duas faixas coloridas na frente indicam o evento com o slogan 'Um festival de emoções'. Ambiente interno com ilum — Foto: UOL · Fonte: UOL
    Imagem da matéria
    Foto: UOL · Fonte: UOL
    Imagem da matéria
    Foto: UOL · Fonte: UOL
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/fas-de-lynn-painter-causam-aglomeracao-no-primeiro-sabado-da-bienal-do-livro.shtml.

    Imagem 1
    1 / 10

    A escritora norte-americana Lynn Painter durante a mesa "Fake Dating, Rivais e Clichês: a receita do romance perfeito", mediada pela jornalista Mari Araújo, na Arena Cultural da Bienal do Livro, em São Paulo, neste sábado (5) - Allison Sale — Foto: UOL

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)