Família de jovem morta em academia de Londrina pede R$ 2 milhões de indenização por falha na segurança
defesa da família de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, vítima de feminicídio dentro de uma academia em Londrina, no norte do Paraná, ingressou com um pedido de indenização por danos ...

A defesa da família de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, vítima de feminicídio dentro de uma academia em Londrina , no norte do Paraná, ingressou com um pedido de indenização por danos morais no valor de aproximadamente R$ 2 milhões. O crime ocorreu na tarde do dia 11 de setembro, enquanto a jovem trabalhava no estande de divulgação de uma academia. -LEIA MAIS: Com agravamento do El Niño, Defesa Civil do PR prevê que outubro supere recorde de desastres de setembro CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline. De acordo com o advogado Mauro Martins, que atua como assistente de acusação, o estabelecimento falhou em fornecer as condições mínimas de segurança para a funcionária, o que embasa o pedido da defesa para que o caso seja tratado juridicamente como um acidente de trabalho por equiparação. O montante exigido também considera os danos psicológicos e financeiros causados aos pais e às quatro irmãs da vítima, que morava com a família e ajudava a custear as despesas da casa. Além da frente indenizatória, a assistência de acusação protocolou 64 quesitos técnicos que deverão ser respondidos pela perícia. O objetivo dessa ação é detalhar a dinâmica do assassinato e dimensionar a violência imposta à jovem, que foi atingida por mais de 40 golpes de faca. Os advogados solicitam que os laudos esclareçam quantos golpes foram desferidos enquanto Thaissa ainda estava viva, quantos ocorreram após o óbito e quais ferimentos, espalhados por regiões como nuca, rosto, abdômen e membros, indicam tentativa de defesa. Para a equipe jurídica, essas respostas são fundamentais para reforçar a qualificadora de meio cruel, já apontada no inquérito da Polícia Civil, que indiciou o suspeito de 21 anos por feminicídio e tentativa de estupro. O homem, que fingiu interesse em se matricular na academia para se aproximar da vítima, segue preso. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A estratégia da defesa familiar busca, ainda, incluir a tipificação de ocultação de cadáver contra o investigado. O argumento baseia-se na conduta do agressor logo após o crime, registrado por volta das 16h. Segundo o advogado, o portão de acesso ao local ficava constantemente aberto, pois a função de Thaissa era justamente apresentar o espaço aos interessados. No entanto, após cometer o assassinato, o suspeito foi flagrado por câmeras de segurança fechando o portão da garagem ao fugir, ciente de que o expediente da vítima iria até as 17h. Para a assistência de acusação, a manobra teve o claro intuito de atrasar a descoberta do corpo, atitude que deve ser considerada na análise penal e no julgamento do caso.
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://tnonline.uol.com.br/noticias/parana/familia-de-jovem-morta-em-academia-de-londrina-pede-r-2-milhoes-de-indenizacao-por-falha-na-seguranca-1150702.
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