Falsa filiação de Flávio Bolsonaro expõe insegurança no sistema na Justiça Eleitoral
Pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Divulgação / Flickr Flávio Bolsonaro Temendo a retomada da desconfiança nacional relativa à insegurança das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apressou em negar que seu sistema tivesse sido hackeado para o cometimento dos crimes envolvendo a falsa “filiação” de Flavio Bolsonaro ao Missão, com o objetivo de inviabilizar o registro de sua candidatura. Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista, porque a filiação a novo partido cancela de imediato a fil

Temendo a retomada da desconfiança nacional relativa à insegurança das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apressou em negar que seu sistema tivesse sido hackeado para o cometimento dos crimes envolvendo a falsa “filiação” de Flavio Bolsonaro ao Missão, com o objetivo de inviabilizar o registro de sua candidatura. Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista, porque a filiação a novo partido cancela de imediato a filiação anterior.
Ao contrário do que muitos pensam, para se desfiliar a um partido não precisa de qualquer comunicação formal. Basta se filiar a outro.
O crime seria perfeito se o presidente do TSE fosse outro, mas o ministro Nunes Marques restabeleceu a filiação ao PL quando percebeu a jogada.

O crime daria certo se fosse descoberto fora do prazo. Seria tão inútil reclamar quanto se queixar após o fim do jogo do pênalti não marcado.
Políticos de quase todos os partidos se manifestaram sobre a criminosa falsa filiação de Flávio, mas o silêncio do governo provocou suspeitas...
Há ainda muita água a rolar até a eleição para presidência da Câmara, em fevereiro, mas os deputados, que antes precisam renovar o mandato, já desenham a distribuição de cargos da próxima mesa diretora, incluindo o posto principal. Não há sinais de apoio a Hugo Motta (Rep-PB) na maioria conservadora que o elegeu e se sente traída por seus vários gestos de servilismo a Lula, incluindo o apoio já declarado, querendo seguir no cargo e fazer o petista resolver problema familiar na Paraíba.

Motta espera que Lula troque o apoio prometido a Veneziano Vital do Rêgo e João Azevedo por seu pai Nabor Wanderley (Rep), ao Senado.
O PL de Bolsonaro, que esteve com Motta em 2025, não deve apoiar sua recondução ao cargo. Por isso sobrou a opção de pedir arrego ao PT.
Deixando o caminho de Motta ainda mais incerto, Arthur Lira (PP), que também ajudou a eleger Motta, disputa em Alagoas vaga no Senado.

É atribuída a ela própria a plantação sobre “conversa” de Lula para fazer de Soraya Thronike ministra. Ela busca saída honrosa para sua reeleição improvável e Lula, se tivesse talento, repetiria a frase de Tancredo Neves a um aliado oferecido: “Diga que eu convidei, mas você recusou”.
O TSE empurrou para o partido Missão a responsabilidade da filiação de Flávio Bolsonaro. A Corte eleitoral garante que não houve qualquer hackeamento ou acesso indevido ao sistema de filiação partidária.
Aliados de Flávio suspeitam de “dedo” de Kim Kataguiri na confusão da filiação do presidenciável do PL ao Missão, partido do deputado. Notam até que ele se formou no IDP, faculdade de Gilmar Mendes & família.

Os quase quatro anos como ministro da Fazenda de Lula fizeram bem para as finanças de Fernando Haddad (PT), que viu seu patrimônio crescer mais de 40%. Passou de R$595 mil (2022) para R$861,2 mil.
Se no plano nacional o Podemos vai seguir “neutro”, no Distrito Federal é diferente. O diretório vai apoiar candidatura ao Senado de Michelle Bolsonaro (PL) e deve até emplacar a segunda suplência da chapa.
Chamou atenção do deputado Bibo Nunes (PL-RS) a pujante trajetória de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente: “De tratador de elefantes a uma vida nababesca na Espanha”.
Para conselheiros de Flávio Bolsonaro (PL), a confusão em torno da filiação do candidato a presidente em outro partido revela “trapalhada” dos poderosos do Judiciário e “desespero” caso o principal candidato de oposição a Lula (PT) vença a eleição.
Mais de 1.500 ativistas viajaram a Cuba, diz a Reuters, para comemorar o centenário do falecido ditador comunista Fidel Castro. A agência não explica onde vão ficar, nem como se hospedam sem energia elétrica.
...melhor nem mencionar o currículo acadêmico do outro candidato.
Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/claudiohumberto/falsa-filiacao-de-flavio-bolsonaro-expoe-inseguranca-no-sistema-na-justica-eleitoral-929169.

Foto: Gazeta de Alagoas
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