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    Falha em proteína do óvulo pode afetar embrião e aumentar mutações

    Pesquisa com camundongos indica que defeito em proteína do óvulo reduz embriões e favorece alterações genéticas após a fecundação

    Metrópoles
    28 de setembro de 2026 às 14:26
    Falha em proteína do óvulo pode afetar embrião e aumentar mutações
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    Uma falha no sistema de reparo do DNA em células reprodutivas femininas pode prejudicar o início do desenvolvimento do embrião e aumentar o surgimento de mutações. A conclusão vem de um estudo com camundongos que analisou o papel de uma proteína envolvida na correção de danos genéticos.

    A pesquisa mostra que, mesmo com o crescimento e a fecundação ocorrendo normalmente, a ausência da proteína RAD51 compromete etapas logo após a formação do embrião. O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com apoio de instituições internacionais e publicado em 3 de setembro na revista Molecular Human Reproduction .

    Os ovócitos — células que dão origem aos óvulos — conseguem se desenvolver e ser fecundados mesmo sem a proteína. O problema aparece depois. Nos primeiros dias após a fecundação, o número de embriões viáveis diminui.

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    Magnific — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Nos experimentos, camundongos sem a proteína tiveram redução no número de filhotes. Enquanto os animais do grupo de comparação geraram de sete a oito descendentes, os demais tiveram de dois a três.

    Além disso, os embriões que conseguem seguir o desenvolvimento apresentam mais mutações genéticas. Muitas dessas alterações surgem logo após a fecundação e não estão presentes nos pais.

    O DNA pode sofrer quebras por diferentes motivos, como erros durante a divisão celular ou exposição a agentes externos. Em condições normais, as células usam um mecanismo preciso para corrigir esses danos, copiando a informação correta de uma sequência intacta.

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    Imagem ilustrativa do DNA humano - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Sem a RAD51, esse processo falha. A célula passa a usar caminhos alternativos, que apenas unem as partes quebradas sem conferir o código original. O reparo é menos preciso e aumenta a chance de erros no material genético.

    Estudos anteriores já indicavam que a produção de proteínas ligadas ao reparo do DNA diminui com o envelhecimento . Esse processo está associado à redução da fertilidade e ao aumento do risco de alterações genéticas nas gerações seguintes.

    Alterações nesses mecanismos também têm sido relacionadas a doenças raras e a maior risco de alguns tipos de câncer .

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/falha-em-proteina-do-ovulo-pode-afetar-embriao-e-aumentar-mutacoes.

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