Brasil

    Fake news: entenda como funciona a fábrica de desinformação política no Brasil

    Entenda como funciona a fábrica da desinformação As notícias falsas que viralizam durante períodos eleitorais não surgem por acaso. Um estudo do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra como campanhas de desinformação são planejadas, testadas em grupos específicos e distribuídas de forma estratégica nas redes sociais . "A desinformação sempre foi comum em qualquer eleição, mas com as plataformas, com as redes sociais, isso tem outra escala. Uma capacidade de segmentação", diz a coordenadora do estudo, Marie Santini. Os pesquisadores apontam que, antes de ser disseminada

    G1
    18 de agosto de 2026 às 14:43
    Fake news: entenda como funciona a fábrica de desinformação política no Brasil
    Foto: G1

    Produção da narrativa: Os primeiros conteúdos geralmente são divulgados nos chamados sites de conteúdo duvidoso, chamados "junk news", e em vídeos do YouTube de canais com poucos seguidores. Teste de receptividade: A próxima etapa consiste em testar a aderência do discurso em grupos fechados de WhatsApp e Telegram . Bolhas e segmentos: O passo seguinte é distribuir o conteúdo em nichos por meio de grupos do Facebook e anúncios segmentados. Uma fake pode ser enviada para um grupo só de religiosos, por exemplo, e outra diferente para um grupo só com mulheres. Desinformação audiovisual: Na sequência, a informação falsa é transformada em uma peça audiovisual um pouco mais elaborada. Pode ser um vídeo curto ou mais longo, que será divulgado no Instagram , TikTok e canais médios e grandes do YouTube. Campanha "Firehose": Depois que o conteúdo foi testado em diferentes contextos, começa a campanha massiva de distribuição multiplataforma. Ela é caracterizada pelo grande volume, rapidez, continuidade e repetição.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/08/18/fake-news-entenda-como-funciona-a-fabrica-desinformacao-politica-no-brasil.ghtml.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)