'Faço campanha, mas não sou vassalo do Lula', diz Eduardo Paes
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes ( PSD ), candidato ao governo estadual, afirmou nesta quarta-feira (7) que fará campanha para o presidente Lula ( PT ) no segundo turno, mas que não é um vassalo ou empregado do petista. Leia mais (10/07/2026 - 11h09)

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes ( PSD ), candidato ao governo estadual, afirmou nesta quarta-feira (7) que fará campanha para o presidente Lula ( PT ) no segundo turno, mas que não é um vassalo ou empregado do petista.

A declaração foi feita em resposta à reportagem da Folha que mostrou as queixas do presidente feita a aliados em relação ao empenho do candidato em apoiá-lo no Rio de Janeiro na disputa presidencial.
"Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula", disse Paes em agenda de campanha na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro.
O ex-prefeito disse que conversou com Lula nesta terça-feira, após a publicação da reportagem, e que não há mal estar entre os dois.

"Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim. Teve gente que votou no [vereador Willian] Siri, teve gente que votou no cara do PCO, e eu não estou dando crise", afirmou.
Ao ser questionado sobre as razões do resultado pior de Lula no Rio de Janeiro em relação às eleições de 2022, Paes fez críticas à articulação política do petista no Rio de Janeiro.
"Ele fez R$ 20 bilhões de investimentos e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada [Fluminense]. [...] Eu posso ter mil teses, o que eu vou dizer depois da eleição. Eu acho que faltou política aqui no estado do Rio de Janeiro. Comigo não, me ajudou para caramba, demais. Eu passei quatro anos no governo do Lula reconhecendo isso, levando ele pra agenda, inaugurando, fazendo coisa, defendendo o nome dele. Agora, se deu R$ 20 bilhões para a Baixada e articulação… Eu não era prefeito da Baixada", declarou o candidato do PSD.

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Lula reclamou, na noite de segunda-feira (5), da falta de apoio de Paes à sua candidatura. A queixa foi feita um dia depois de o petista terminar o primeiro turno das eleições presidenciais atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Candidato ao Governo do Rio, Paes evitou fazer uma defesa mais enfática do presidente, na opinião de aliados de Lula. Na disputa estadual, o ex-prefeito selou alianças ao centro, sem um ataque frontal ao bolsonarismo.

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/faco-campanha-mas-nao-sou-vassalo-do-lula-diz-eduardo-paes.shtml.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, durante caminhada no centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, com o candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD) - Eduardo Anizelli - — Foto: Folha de S.Paulo
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