Política

    Fachin se reúne com ministros e fala de rito para julgar relatório da PF

    Presidente do Supremo esteve com Moraes, Mendonça e outros 4 para discutir sessão de 15 de setembro

    Poder360
    10 de setembro de 2026 às 22:04
    Fachin se reúne com ministros e fala de rito para julgar relatório da PF
    Foto: Poder360

    Presidente do Supremo esteve com Moraes, Mendonça e outros 4 para discutir sessão de 15 de setembro

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin , reuniu-se nesta 5ª feira (10.set.2026), de forma individual, com ao menos 6 ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para discutir como será conduzida a sessão de 15 de setembro , que analisará o relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes.

    Os ministros vão julgar o pedido da Procuradoria Geral da República para declarar a nulidade da citação ao ministro Alexandre de Moraes nas investigações do Banco Master. Até o momento, o gabinete não tem uma definição de como vai conduzir a sessão de 15 de setembro.

    Presidente do STF, Luiz Edson Fachin (na foto) busca ouvir colegas antes de decidir como será conduzida a sessão que analisará o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes
    Presidente do STF, Luiz Edson Fachin (na foto) busca ouvir colegas antes de decidir como será conduzida a sessão que analisará o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Fachin busca ouvir os colegas antes de decidir qual será o rito.

    O Poder360 apurou que Fachin esteve com ao menos 6 ministros hoje:

    Na 4ª feira (9.set), o presidente do STF, Edson Fachin, deu uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possível investigação de ministros do Supremo.

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    “ Quando notícias e fatos aventados possam lançar dúvida sobre a higidez de seu funcionamento, é dever e de interesse de todos e de cada um dos membros deste Tribunal esclarecer o que se passou e, no limite, imputar responsabilidades ”, declarou.

    A crise teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que identificou conversas entre o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. A apuração identificou contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e conversas sobre as investigações envolvendo fraudes no banco. Mendonça pediu que Fachin levasse o caso ao plenário.

    No mesmo dia, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório da PF , afirmando que Mendonça teria atropelado as investigações.

    Em 3 de setembro, Moraes contra-atacou ao apresentar um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade”. Usando o inquérito das fake news, Moraes cita um “ relatório de inteligência ” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “ adversários “ .

    Na 6ª feira (4.set), Fachin unificou os 2 pedidos em uma petição única, sob a condução da presidência. Ele ainda havia dado um prazo para que Mendonça; Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos.

    Poucos dias depois, na 3ª feira (8.set), Mendonça viu ilegalidades na produção do relatório de inteligência feito pela Polícia Federal e mencionado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função. No mesmo dia, a Advocacia Geral da União recorreu da decisão para Fachin.

    Na manhã de 4ª feira (9.set), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, que é relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme “Dark Horse” , afrontou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor-geral na corporação .

    Agora, com 3 decisões diversas, Fachin revoga as duas decisões envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues (na prática, mantendo o chefe da PF no cargo). Ele também retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e resolveu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.

    O plenário vai julgar se abre um flanco de investigação contra Alexandre de Moraes em 15 de setembro, em sessão aberta do STF.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/fachin-se-reune-com-ministros-e-fala-de-rito-para-julgar-relatorio-da-pf/.

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    Presidente do STF, Luiz Edson Fachin (na foto) busca ouvir colegas antes de decidir como será conduzida a sessão que analisará o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes — Foto: Poder360

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