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    Fachin presta solidariedade a Dino, diz respeitar imprensa e indica que caso vai ao plenário do STF

    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin , afirmou nesta quinta-feira (13) que a corte vai colaborar com as autoridades para a apuração sobre suspeitas de perseguição contra Flávio Dino no Maranhão e prestou solidariedade ao ministro, mas também pregou respeito à liberdade de imprensa. Leia mais (08/13/2026 - 15h38)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 18:38
    Fachin presta solidariedade a Dino, diz respeitar imprensa e indica que caso vai ao plenário do STF
    Ministro do Supremo Tribunal Federal sentado em cadeira de couro marrom, vestindo toga preta e gravata cinza, com microfones à frente. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin , afirmou nesta quinta-feira (13) que a corte vai colaborar com as autoridades para a apuração sobre suspeitas de perseguição contra Flávio Dino no Maranhão e prestou solidariedade ao ministro, mas também pregou respeito à liberdade de imprensa.

    O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress
    O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As declarações foram dadas na abertura da sessão do plenário do STF, dois dias depois de operação contra informantes do jornalista Luís Pablo gerar críticas sobre riscos à atividade jornalística.

    No discurso, Fachin disse que a corte reafirma seu respeito às liberdades fundamentais, sobretudo com liberdade de imprensa e com o direito fundamental dos jornalistas ao sigilo de fonte.

    O ministro também indicou que o plenário do STF pode ser acionado para debater a questão mais para frente, inclusive com a atuação da própria presidência nesse sentido.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A presidência tem a convicção de que a força do tribunal reside em sua colegialidade, a melhor expressão de solidariedade a seus membros, seja confirmando decisões monocráticas, seja deliberando sobre o destino e a duração de investigações. A presidência adotará as providências regimentais cabíveis para que essas deliberações ocorram com a brevidade que a matéria exige", disse.

    "A apuração de eventuais ilícitos deve dirigir-se à conduta que constitua objeto da investigação, jamais à atividade jornalística legítima exercida no cumprimento de sua função constitucional", disse.

    O presidente relatou ter colocado a Secretaria de Polícia Judicial da corte à disposição para colaborar com os esclarecimentos dos fatos.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A presidência do Supremo Tribunal Federal manifesta solidariedade ao ministro Flávio Dino e reconhece que ameaças à segurança física dos ministros e familiares devem ser apuradas com rigor. A Secretaria de Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal colaborará com as autoridades públicas para a plena elucidação dos fatos e pela responsabilização, inclusive penal, de quem tiver praticado crimes", disse Fachin.

    Na última terça (11), informantes de um jornalista foram alvo de busca e apreensão depois de autorização dada por Alexandre de Moraes no âmbito de uma investigação sobre a obtenção e divulgação de informações relacionadas a Dino.

    Por meio de sua assessoria, Dino afirmou ter pedido a ampliação das medidas de segurança para ele e sua família. O magistrado disse a interlocutores ter sofrido perseguição no estado.

    Na sequência da fala de Fachin, Dino também se pronunciou sobre o tema. Ele agradeceu a solidariedade dos colegas e lembrou a história do Supremo na proteção à liberdade de imprensa.

    "A nossa jurisprudência viria de uma até quase centenária de proteção da liberdade de imprensa. Nas trevas da ditadura militar, uma das causas para a abjeta cassação de três ministros foram exatamente decisões à liberdade de imprensa, sobretudo entre os anos de 1965 e 1968. Então, poucos podem dar lições aos suprimentos sobre a liberdade de imprensa", disse.

    Durante a sessão que discutia uma ação sobre mineração em terras indígenas, Moraes tambem pediu a palavra. De acordo com ele, a segurança de Dino e de sua família foi colocada em risco real por uma organização criminosa, conforme tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria Geral da República.

    "É uma prática ostensiva de vários crimes que estão sendo apurados, inclusive o crime de perseguição Tanto a representação da Polícia Federal quanto o parecer da Procuradoria Geral da República indicaram prova cabal de materialidade e fortes e concretos de autoria criminosa dos investigados, sejam eles advogados, sejam eles jornalistas", disse.

    Moraes também falou da história da corte na defesa da imprensa. Segundo ele, ainda, o sigilo da fonte nã se confunde com escudo para atividades ilícitas.

    "Esse Supremo Tribunal Federal, como ressaltou o ministro Flávio Dino, defendeu a liberdade de imprensa em período de chubo da ditadura, continua defendendo e sempre defenderá a liberdade de imprensa, o livre exercício do jornalismo e todos os seus direitos e garantias, inclusive o sigilo da fonte", disse.

    "Sigilo de fonte que é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu e nunca e jamais se confundirá com escudo protetivo para a prática de atividades ilícias. Sigilo da fonte que é uma garantia essencial para a defesa da democracia e não um instrumento oculto para associações criminosas praticarem impunemente diversas infrações penais."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/fachin-presta-solidariedade-a-dino-diz-respeitar-imprensa-e-promete-colaborar-com-investigacoes.shtml.

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