Fachin manda inquérito que apura existência de gabinete do ódio de Raquel Lyra ao STJ
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin , enviou nesta sexta-feira (2) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) uma investigação sobre a existência de um suposto "gabinete do ódio" comandado pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Leia mais (10/02/2026 - 21h17)

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin , enviou nesta sexta-feira (2) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) uma investigação sobre a existência de um suposto "gabinete do ódio" comandado pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).
Em agosto, o Painel revelou que a Polícia Federal abriu o inquérito, que apura indícios de atuação de uma milícia digital para disseminar notícias falsas e ataques contra ministros do STF e outras autoridades com uso de recursos do governo do estado.

O governo Lyra, que tenta a reeleição neste domingo (4), nega que tenha existido uma estrutura nestes moldes.
"Uploads de mídia atribuídos ao perfil oficial da chefe do Poder Executivo estadual e a dois perfis nominalmente apontados na denúncia parlamentar como integrantes da rede de desinformação foram realizados a partir de um mesmo endereço IP titularizado por autarquia estadual de tecnologia da informação", diz o relatório policial.
A suspeita é que o "gabinete do ódio" seria financiado por meio de contratos de publicidade da Secretaria de Comunicação do Governo de Pernambuco,

A investigação tramitava no âmbito do inquérito das fake news , que era relatado pelo ministro Alexandre de Moraes , mas passou para as mãos do presidente da corte no mês passado, em meio à crise na corte.
Fachin entendeu que não havia mais motivos para manter o caso no STF, porque não existem elementos suficientes para demonstrar que a estrutura criminosa tivesse sido usada para fragilizar as prerrogativas da corte.
O caso, diz ele, se refere a disputas políticas em Pernambuco, e foi denunciado no ano passado por aliados de João Campos (PSB), adversário de Lyra na eleição.

"Os elementos colhidos indicam a utilização da rede investigada, predominantemente, no contexto das disputas eleitorais regionais e de articulações voltadas ao controle político da referida unidade da federação", afirma.
Fachin manteve a validade da investigação feita até agora, mas enviou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) por entender que o Supremo não tem competência para supervisionar o inquérito. O STJ é o foro responsável por investigar governadores.
"Considerando que os fatos podem envolver desvio de recursos com possível finalidade eleitoral, registro que a competência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento dos crimes comuns também alcança os crimes eleitorais", concluiu o ministro.
O governo de Pernambuco diz que faz campanha às claras e não em "estruturas ocultas" e que tem compromisso com um debate pautado pela verdade.
A governadora acionou a Justiça para que João Campos identifique a quem se refere ao falar em milícia digital. "Quem acusa tem o dever de dizer a quem", afirmou.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/10/fachin-manda-inquerito-que-apura-existencia-de-gabinete-do-odio-de-raquel-lyra-ao-stj.shtml.

A governadora de Pernambuco Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause participam da Missa do Vaqueiro na zona rural de Serrita, interior de Pernambuco - Lalo de Almeida - 5.ago.26/Folhapress · Lalo de Almeida - 5.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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