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    Fachin diz a ministros que vai adiar discussão de caso Nossa Senhora no STF

    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin afirmou a ministros da corte que não vai pautar a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida na sessão de quarta (30). Leia mais (09/29/2026 - 18h17)

    Folha de S.Paulo
    29 de setembro de 2026 às 21:17
    Fachin diz a ministros que vai adiar discussão de caso Nossa Senhora no STF
    Homem branco idoso com cabelo branco e bigode, usando óculos, terno azul escuro, camisa branca e gravata azul, fala em microfone enquanto toca a orelha direita com a mão esquerda. Fundo com cortinas marrons desfocadas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Ministro Edson Fachin participa da abertura do seminário Nacional de magistrados e servidores que atuam em varas do Tribunal do Júri, no CNJ - Gabriela Biló/Folhapress · Gabriela Biló/Folhapress
    O Ministro Edson Fachin participa da abertura do seminário Nacional de magistrados e servidores que atuam em varas do Tribunal do Júri, no CNJ - Gabriela Biló/Folhapress · Gabriela Biló/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin afirmou a ministros da corte que não vai pautar a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida na sessão de quarta (30).

    Com isso, a possibilidade de uma sessão explosiva , com novos embates entre magistrados, fica ao menos adiada.

    O presidente do STF disse também que vai dialogar com magistrados do TSE para que o assunto seja decidido pelo plenário da Corte Eleitoral antes de ser discutido pelo STF.

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    A guerra de liminares entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o assunto havia implodido o plano do presidente da corte de buscar uma trégua para a crise inédita aberta nas últimas semanas.

    Magistrados avaliavam que a reunião do plenário para discutir o caso seria uma nova ''sessão-bomba" , capaz de recolocar o caso Master nos holofotes e reeditar as brigas públicas entre integrantes do tribunal .

    O novo capítulo dos desgastes começou na sexta-feira (25). O ministro André Mendonça , no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ordenou a remoção de publicações das redes sociais que apontavam falsamente uma intenção de Flávio Bolsonaro ( PL ) de, se eleito, tirar da santa o título de padroeira do Brasil.

    A decisão foi revertida no domingo (27) pelo ministro Flávio Dino , que é da ala oposta à de Mendonça na correlação de forças do STF. Dino afirmou que não havia "grau de certeza sobre a ilicitude" das postagens e alertou para censura em massa, em violação à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.

    Na segunda-feira (28), veio uma nova ordem para excluir os conteúdos —dessa vez do ministro Luiz Fux . Ele atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou restaurar a decisão original de Mendonça , seu aliado.

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    Tanto Dino quanto Fux pediram a Fachin que suas decisões fossem submetidas a referendo no plenário do STF. O presidente da corte sinalizou disposição para marcar o julgamento antes do primeiro turno das eleições, para que a corte dê a palavra final com quórum completo e encerre a guerra de decisões.

    A divisão interna no STF se acirrou após os embates de 15 de setembro, quando o plenário da corte começou a discutir se abriria investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master. O julgamento foi interrompido por pedido de vista de Dino .

    Fachin chegou a cancelar sessões plenárias por temor de embates públicos que poderiam desgastar ainda mais o tribunal. Contudo, ele teve um alívio na semana passada, quando um julgamento sobre licença-maternidade ocorreu sem sobressaltos e até uniu ministros rivais em um resultado unânime.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/fachin-diz-a-ministros-que-vai-adiar-discussao-de-nossa-senhora-no-stf.shtml.

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    O Ministro Edson Fachin participa da abertura do seminário Nacional de magistrados e servidores que atuam em varas do Tribunal do Júri, no CNJ - Gabriela Biló/Folhapress · Gabriela Biló/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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