Brasil

    Fachin anuncia projeto de lei para limitar salários de juízes em seminário da Folha sobre Judiciário

    O ministro Edson Fachin , presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta segunda-feira (10), que prepara um projeto de lei federal para regulamentar a remuneração de juízes. O magistrado disse que uma minuta deve ficar pronta até final de 2026. Leia mais (08/10/2026 - 09h38)

    Folha de S.Paulo
    10 de agosto de 2026 às 12:38
    Fachin anuncia projeto de lei para limitar salários de juízes em seminário da Folha sobre Judiciário
    Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O ministro Edson Fachin , presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta segunda-feira (10), que prepara um projeto de lei federal para regulamentar a remuneração de juízes. O magistrado disse que uma minuta deve ficar pronta até final de 2026.

    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress
    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A declaração foi dada na abertura da série de seminários "O Judiciário em Debate : Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça". O evento é promovido pela Folha em parceria com a OAB-SP (seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil) e tem o apoio da AASP (Associação dos Advogados).

    Segundo ele, é necessário encontrar soluções "públicas, justas e fiscalmente sustentáveis" para questões estruturais do estado Brasil. O ministro incluiu a remuneração de magistrados entre essas questões. Para Fachin, a moralização dos gatos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentados com "seriedade".

    Em junho, o presidente do Supremo já havia dito que esperava para novembro a criação de um anteprojeto de lei federal sobre a remuneração dos magistrados. Ele criou um grupo de trabalho para discutir o tema.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para o magistrado, junto com integridade e transparência, há a separação de Poderes. Segundo Fachin, cada um deles exerce uma "função de controle recíproco sobre os demais". "Todos, sem exceção, submetem-se ao escrutínio da imprensa e da sociedade civil", disse.

    A confiança, afirma o ministro, "nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises".

    O magistrado também afirmou que integridade é a "disposição permanente de colocar o interesse coletivo acima da conveniência pessoal ou corporativa".

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Uma instituição pode cumprir rigorosamente a legalidade e, ainda assim, falhar do ponto de vista da integridade se permitir que práticas informais, privilégios não declarados ou opacidades administrativas corroam a confiança que lhe foi depositada", disse Fachin.

    Segundo Fachin, a autoridade existe quando há "confiança na decisão tomada". Segundo ele, é possível atuar legalmente sem conquistar "legitimidade junto à sociedade". Para ele, integridade pública "não se resume à ausência de ilícitos".

    "Ela [confiança] nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises", afirmou.

    A gestão de Fachin à frente do Judiciário é marcada pela defesa do código de ética. O magistrado defende publicamente a criação de regras de conduta para ministros do Supremo e nomeou a ministra Cármen Lúcia como relatora de uma proposta a ser apresentada ao plenário da corte.

    Na sexta-feira (4), o ministro apresentou, no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sua proposta para prevenir conflitos de interesse na magistratura. O projeto prevê regras para participação em eventos, recebimento de presentes e atividades privadas. Há também o mapeamento de relações familiares que possam comprometer a isenção dos magistrados.

    Durante a reunião do CNJ em que as propostas foram apresentadas, o ministro defendeu a integridade como pauta "vital" para a Justiça. "A atuação disciplinar é uma de nossas competências constitucionais mais relevantes para a preservação da ética", disse.

    Fachin abriu prazo de 60 dias para receber sugestões dos tribunais para aprimorar a proposta antes da votação em plenário. Se aprovadas, as regras valerão para magistrados de todo o país, inclusive de tribunais superiores. A exceção é o STF, que não se submete ao CNJ.

    Fachin também comentou o papel da liberdade de imprensa e afirmou que questionamentos e investigações não enfraquecem o trabalho das instituições. Segundo ele, "confiança nasce justamente da possibilidade de verificar, questionar, criticar e discordar".

    Os próximos dois encontros do seminário acontecem nos dias 17, da sede da Folha , e 24 de agosto, na OAB-SP. Há transmissão pelo YouTube.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/fachin-anuncia-projeto-de-lei-para-limitar-salarios-de-juizes-em-seminario-da-folha-sobre-judiciario.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)