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    Exportação brasileira de carne bovina perde força em agosto com redução de vendas à China

    As exportações brasileiras de carne bovina caíram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Leia mais (09/04/2026 - 15h59)

    Folha de S.Paulo
    4 de setembro de 2026 às 18:59
    Exportação brasileira de carne bovina perde força em agosto com redução de vendas à China
    Grande quantidade de bois brancos com etiquetas coloridas nas orelhas aglomerados em curral de terra. Cercas delimitam o espaço e mais animais aparecem ao fundo em fileiras. — Foto: Folha de S.Paulo

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    As exportações brasileiras de carne bovina caíram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    Gado em fazenda em Barretos (SP) - Joel Silva/Reuters · Joel Silva/Reuters
    Gado em fazenda em Barretos (SP) - Joel Silva/Reuters · Joel Silva/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os dados apontam também redução de 19,7% no valor exportado da carne bovina. Foram US$ 1,2 bilhão em agosto de 2026 contra US$ 1,5 bilhão em 2025.

    A redução reflete principalmente o atingimento da cota de compras externas da China , que limita a 1,1 milhão de toneladas o volume que entra no país sem a taxa extra de 55%.

    O Ministério do Comércio da China comunicou o Brasil em 10 de agosto que a cota tinha chegado a 90%.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Por isso, segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, uma redução nos embarques já era esperada, pois os exportadores diminuem os volumes para que fiquem menos sujeitos à taxação.

    No acumulado do ano, o saldo é positivo, com uma alta de 4,7% no volume de carne resfriada e congelada, e de 22,3% no valor comercializado no período, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    A balança comercial de agosto também mostra uma redução relevante nas vendas externas de açúcares e melaços. A queda registrada foi de 27,5% no volume exportado, e de 37% no valor. De janeiro a agosto, a queda na exportação de açúcares é de 11,1% na quantidade e de 28,2% no valor.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre os principais destinos das exportações brasileiras, o mês de agosto foi de queda nos envios para a Ásia, com destaque para a China, uma redução de 19,2% em relação a agosto de 2025, e de 10,9% no valor. No acumulado do ano, porém, há alta de 15% no valor, e de 3,3% no volume.

    Para os Estados Unidos, país que impôs sobretaxas a centenas de produtos exportados pelo Brasil , a redução nas vendas externas em agosto é de 3,1%.

    Ao mesmo tempo, a balança comercial aponta para uma alta de 12,1% no valor exportado, que somou US$ 3,19 bilhões. Segundo Brandão, a variação é puxada pelo aumento de preços dos produtos tarifados.

    De janeiro a agosto, as exportações para os Estados Unidos acumulam redução de 13,6% em volume, e de 9,7% em valor. No período, a participação do país na balança comercial caiu de 11,7%, em 2025, para 9,6%, em 2026.

    A sobretaxa mais recente pega cerca de 20% do comércio entre Brasil e Estados Unidos, segundo o Mdic, e aparece de maneira disseminada sobre a balança. Além de não ficar concentrado em setores e produtos, as medidas americanas não incidem sobre os principais produtos comprados pelos americanos, como café, suco de laranja, carnes e aeronaves.

    Para a União Europeia, segundo destino das exportações brasileira, o mês de agosto representou uma alta de 46,4% em valores, chegando a US$ 37,29 bilhões, e de 30,3% no volume exportado. O diretor de estatísticas do Mdic diz que o resultado pode estar influenciado por efeitos do acordo do bloco europeu com o Mercosul, mas que ainda faltam dados completos fornecidos pelos importadores europeus.

    Na balança de agosto, os produtos mais vendidos para o bloco foram petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, soja, café, tabaco e carne bovina. "São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente", diz Brandão.

    "São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando", afirma. Entre as condições de mercado estão a guerra do Irã, que aumentou a demanda por combustíveis, e o aquecimento do setor de tecnologia, que precisa de cobre.

    A balança comercial de agosto foi de US$ 7,39 bilhões, um crescimento de 23,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. Entre os principais parceiros, o único a registrar déficit foi os Estados Unidos, com um saldo negativo de US$ 0,82 bilhões. De janeiro a agosto, o saldo acumulado é de US$ 55,32 bilhões, om crescimento de 28,2%.

    Nas importações em agosto, um destaque foi a queda no volume comprado de adubos e fertilizantes, com queda de 43,2%. A redução em valor foi de 35,9%. Por setor, a indústria extrativa registrou queda de 41,3% nos valores comprados no período. Já agropecuária teve crescimento de 7,4%, e indústria de transformação, 13,4%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/exportacao-brasileira-de-carne-bovina-perde-forca-em-agosto-com-reducao-de-vendas-a-china.shtml.

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    Gado em fazenda em Barretos (SP) - Joel Silva/Reuters · Joel Silva/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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