Expansão da energia solar na China reduz diversidade de aves, diz estudo
O impulso global para a expansão da energia solar pode ter custos ocultos para a biodiversidade, segundo um estudo realizado na China e publicado na revista Journal na quinta-feira (20).

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O impulso global para a expansão da energia solar pode ter custos ocultos para a biodiversidade, segundo um estudo realizado na China e publicado na revista Journal na quinta-feira (20).

De acordo com a pesquisa, políticas de incentivo à energia solar provocaram uma redução na diversidade de aves.
Os autores classificaram o fenômeno como um exemplo de um "dilema verde" entre a redução das emissões de carbono e a conservação da biodiversidade.
"A principal mensagem não é frear a transição para as energias renováveis , mas fazer com que o desenvolvimento da energia solar seja mais bem orientado por informações ecológicas", disse à AFP o principal autor do estudo, Huiming Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Nanquim.

A meta da China de alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060 levou o país a uma revolução no setor de energias renováveis .
A previsão é que a energia solar represente 45% da matriz energética chinesa até 2060.
A escolha dos locais para a instalação de parques solares na China é baseada nos planos quinquenais do governo para promover o desenvolvimento econômico de determinadas regiões.

Zhang e seus colegas analisaram as variações nas políticas de expansão da energia solar em 2.344 condados chineses entre 2014 e 2023, além de outras variáveis, como clima, condições socioeconômicas, cobertura do solo e registros de observação de aves.
Os dados foram cruzados com registros de observações feitas por cidadãos para compreender os impactos sobre a diversidade de aves.
Os resultados apontaram uma relação negativa: o aumento contínuo do rigor das políticas de expansão solar estava associado à redução da biodiversidade de aves, embora o efeito tenha sido moderado.
Tanto aves nativas quanto migratórias apresentaram quedas significativas. As espécies nativas de habitats montanhosos pouco adequados à instalação de parques solares , porém, não foram afetadas.
Embora os autores tenham analisado a energia solar , os problemas identificados também se aplicam a outras formas de energia renovável, como os parques eólicos .
A equipe de pesquisadores apresentou uma série de recomendações, entre elas direcionar grandes projetos solares para locais com menos conflitos ecológicos e limitar a conversão de terras em regiões produtivas e ricas em habitats.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/expansao-da-energia-solar-na-china-reduz-diversidade-de-aves-diz-estudo.shtml.

China está construindo no deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, a Grande Muralha Solar, que terá 400km de extensão e 5km de largura - Victoria Damasceno/Folhapress · Victoria Damasceno/Folhapress — Foto: UOL
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