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    Exclusivo: veja mansão onde "Jiraiya das bombas" foi preso no Paraguai

    Imagens exclusivas mostram momento em que policiais da PCDF entram na casa de Roberto Carlos Pereira, conhecido como “Jiraiya”

    Metrópoles
    16 de agosto de 2026 às 08:30
    Exclusivo: veja mansão onde "Jiraiya das bombas" foi preso no Paraguai
    Foto: Metrópoles

    A coluna Na Mira teve acesso a imagens exclusivas que mostram a mansão onde Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como “Jiraiya” , foi preso na quarta-feira (12/8), no Paraguai. Apontado como um dos maiores traficantes de anabolizantes e medicamentos proibidos do país, ele é suspeito de comandar um império clandestino que faturava cerca de R$ 500 mil líquidos por mês. Veja vídeo:

    No vídeo, é possível ver o momento em que policiais entram na residência e iniciam uma varredura pelo imóvel à procura dos envolvidos. Nas imagens, também aparecem veículos de luxo, como Porsche, Audi e Mercedes, apreendidos durante a operação.

    Roberto comandava a estrutura do esquema sem participar diretamente da fabricação dos anabolizantes . Segundo as investigações, ele mantinha laboratórios clandestinos em São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Foz do Iguaçu (PR) e Paraguai.

    Material obtido pelo Metrópoles
    Material obtido pelo Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apontado pelos investigadores como o “mafioso das bombas”, Jiraya evitava permanecer por muito tempo no mesmo endereço. Para dificultar o trabalho da polícia, alugava mansões de alto padrão em diferentes estados e usava os imóveis para instalar laboratórios clandestinos.

    A fabricação dos produtos ficava a cargo de funcionários contratados por ele. A logística também era terceirizada, com distribuição feita por motoboys e serviços de delivery. Dessa forma, Jiraya mantinha distância da produção e da entrega dos anabolizantes.

    A ostentação, porém, fazia parte da rotina . Segundo a PCDF, o investigado frequentava hotéis de luxo no Chile e mantinha um bunker em Ciudad del Este, no Paraguai, usado como parte da estrutura do esquema.

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    Exclusivo: veja mansão onde "Jiraiya das bombas" foi preso no Paraguai - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A Justiça chegou a determinar o bloqueio de até R$ 5 milhões ligados ao investigado. Ele foi preso pela PCDF na quarta-feira (12/8).

    A engrenagem do criminoso ruiu nas primeiras horas de quarta-feira (12/8), com a deflagração da Operação Narciso pela Polícia Civil do Distrito Federal , por meio da Corf, ação que desarticulou a complexa teia que ligava insumos asiáticos a ampolas letais vendidas no mercado nacional.

    A estrutura mantida por Jiraiya e seus comparsas unia tecnologia, redes sociais e fachada comercial para escoar os produtos de forma massiva .

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Por meio de sua principal marca underground, a New Science, Jiraiya patrocinava atletas de fisiculturismo, nutricionistas que prescreviam os anabolizantes mediante propina e até figuras de grande apelo midiático, como o personal trainer do “ mendigo Givaldo ” e ex-marido da mulher envolvida no mesmo caso.

    As encomendas eram negociadas diretamente pelo Instagram em ao menos cinco perfis controlados pela rede, enquanto a matéria-prima vinha da Índia, China e do Paraguai, sendo frequentemente escondida dentro de peças de motocicletas para burlar a fiscalização.

    Para fazer os medicamentos renderem e maximizar os lucros, os insumos eram “cozidos” sem qualquer assepsia e misturados a óleos de cozinha, de semente de uva e de arroz.

    Substâncias veterinárias como clembuterol e diuréticos eram adicionadas sem constar nos rótulos, e a falta de higiene nos processos injetáveis passou a causar sérias reações alérgicas, abscessos, tromboses e infecções generalizadas que levaram usuários a óbito.

    O impacto da Operação Narciso foi devastador para a organização criminosa, resultando no cumprimento de mandados e apreensões em oito estados (Santa Catarina, Acre, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba, Paraná e Minas Gerais) e no Distrito Federal.

    Ao todo, a Justiça expediu 43 mandados de prisão preventiva e temporária, 64 mandados de busca e apreensão, o bloqueio e sequestro de R$ 32 milhões em ativos financeiros, a lacração de mais de 20 estabelecimentos comerciais, a apreensão de 10 veículos de luxo de marcas como Porsche, Audi e Mercedes, e a derrubada de mais de 30 sites de venda ilegal.

    A investigação revelou a divisão clara de papéis entre os mentores do esquema. Enquanto Roberto Carlos, o Jiraiya, atuava como o chefão que faturava meio milhão por mês sem tocar na produção, André Luiz de Amorim Junqueira dominava o “cozimento” do produto “Yellow B” e operava a lavagem de dinheiro ao fracionar cerca de R$ 4 milhões em Pix para casas de apostas.

    Na frente de distribuição e marketing, a influenciadora Ana Luiza e o ex-marido Alam Manoel prometiam emagrecimento rápido nas redes sociais e usavam um restaurante japonês em Ceilândia como ponto de entrega dos produtos.

    No setor estético, o biomédico Eduardo Euzébio, conhecido como “Gigante da Estética”, aplicava as substâncias clandestinas em clientes na Asa Norte.

    A cadeia de suprimentos era garantida por Elisangela Acosta e Jorge Luiz Roa, fornecedores situados na fronteira em Foz do Iguaçu que enviavam a matéria-prima oculta em peças mecânicas com o auxílio de doleiros e laranjas.

    A ofensiva policial desmantelou não apenas o faturamento milionário do “mafioso das bombas”, mas interrompeu uma perigosa linha de produção clandestina que trocou a vida dos consumidores pelo luxo desenfreado.

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/exclusivo-veja-mansao-onde-jiraiya-das-bombas-foi-preso-no-paraguai.

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