Ex-príncipe Andrew contesta na Justiça legalidade de buscas em sua casa ligadas ao caso Epstein
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles 3º , acionou a Justiça do Reino Unido para tentar anular mandados de busca emitidos durante sua prisão, no começo deste ano , sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A investigação apura se ele repassou documentos do governo ao criminoso sexual Jeffrey Epstein . Leia mais (10/05/2026 - 12h29)

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O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles 3º , acionou a Justiça do Reino Unido para tentar anular mandados de busca emitidos durante sua prisão, no começo deste ano , sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A investigação apura se ele repassou documentos do governo ao criminoso sexual Jeffrey Epstein .

O ex-duque de York ficou detido por 11h e foi solto no mesmo dia da operação, em 19 de fevereiro, no episódio que representa o maior desdobramento até hoje do caso Epstein envolvendo uma figura pública.
O Judicial Office, órgão do serviço público civil que apoia o Judiciário do Reino Unido, informou na segunda-feira (5) que uma audiência será realizada na quinta-feira (8). A instituição deu poucos detalhes sobre os fundamentos do recurso.
Segundo o órgão, a sessão começará a portas fechadas e envolve uma tentativa da polícia de restringir o acesso a documentos judiciais. A Polícia de Thames Valley, que prendeu o ex-príncipe, confirmou participar dos processos relacionados aos mandados, mas não quis comentar.

Especialistas jurídicos disseram que mesmo que a contestação seja bem-sucedida por motivos técnicos isso pode não interromper a investigação mais ampla sobre a conduta do ex-príncipe.
O segundo filho da rainha Elizabeth 2ª negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein e disse lamentar a amizade entre os dois. Seu advogado não respondeu a um novo pedido de comentário.
Ele foi preso sob suspeita de ter vazado documentos confidenciais do governo para Epstein, um criminoso sexual condenado, quando o então príncipe atuava como representante especial britânico para o comércio, entre 2001 e 2011. A polícia não apresentou acusações contra ele, e a investigação continua em andamento.

A prisão de Andrew e a indignação provocada por sua relação com Epstein deixaram a família real britânica diante de uma de suas piores crises.
Caso o ex-duque de York consiga anular os mandados de busca, a investigação ainda poderá prosseguir normalmente, afirmou Nick Vamos, sócio do escritório de advocacia Peters & Peters.
"Mesmo que houvesse alguma falha técnica nos mandados originais, se isso puder ser corrigido, o Tribunal da Coroa poderá simplesmente permitir que a polícia mantenha consigo todo o material de qualquer maneira", disse ele, que não está diretamente envolvido no caso.

Em fevereiro, Andrew foi interrogado durante todo o dia por detetives. Uma fotografia da Reuters registrou o ex-príncipe deixando a delegacia em aparente em estado de choque.
Ele foi forçado a abandonar todas as funções reais oficiais em 2019 devido a seus vínculos com Epstein. Em outubro do ano passado, após novas revelações sobre a relação entre os dois, Andrew teve seus títulos e honrarias retirados pelo irmão mais velho.
Epstein foi encontrado morto em sua cela de uma prisão em Manhattan em agosto de 2019, em um caso que foi considerado suicídio. A notícia sobre a contestação judicial foi publicada primeiro pelo Daily Telegraph.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/ex-principe-andrew-vai-a-justica-contestar-legalidade-das-buscas-em-sua-casa-ligadas-ao-caso-epstein.shtml.

O ex-príncipe Andrew durante um evento em Londres - Jordan Pettitt - 16.set.25/AFP · Jordan Pettitt - 16.set.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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