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    Ex-dono da Reag fecha acordo de delação premiada com a PGR com foco em Vorcaro

    Um dos alvos das investigações relacionadas ao Banco Master e ex-dono da gestora de fundos Reag, o empresário João Carlos Mansur assinou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

    UOL
    2 de setembro de 2026 às 21:00
    Ex-dono da Reag fecha acordo de delação premiada com a PGR com foco em Vorcaro
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    Um dos alvos das investigações relacionadas ao Banco Master e ex-dono da gestora de fundos Reag , o empresário João Carlos Mansur assinou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

    O fundador da Reag, Carlos Mansur, na CPI do Crime Organizado no Senado Federal - Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress · Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress
    O fundador da Reag, Carlos Mansur, na CPI do Crime Organizado no Senado Federal - Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress · Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A colaboração, que não teve a participação da PF ( Polícia Federal ), foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele irá analisar se homologa ou não o acordo.

    A informação foi revelada, nesta quarta-feira (2), pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha . Mendonça ainda deverá fazer uma audiência para confirmar se a delação foi feita de forma espontânea. Procurada pela reportagem por telefonema e WhatsApp por volta das 14h, a defesa do empresário ainda não se pronunciou.

    Mansur chegou a assinar um termo de confidencialidade com a PF, o que seria o primeiro passo antes da entrega dos documentos e eventuais provas dos crimes, mas as conversas não prosperaram com o órgão.

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    O empresário entregou 17 anexos com informações à PGR com foco no ex-banqueiro Daniel Vorcaro , do Master, e citou políticos como o senador Jaques Wagner ( PT -BA) e o ex-prefeito e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil).

    Para a homologação de um acordo, é preciso que a pessoa admita crimes e apresente provas que corroborem a narrativa apresentada aos investigadores.

    Em janeiro, Mansur foi um dos alvos da segunda fase da operação Compliance Zero, que apurou a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Master.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Logo depois da ação, o Banco Central decretou a liquidação da Reag por "comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN [sistema financeiro nacional]".

    Ainda em 2024, fundos da Reag foram usados para aumento de capital do BRB (Banco de Brasília). As operações foram consideradas suspeitas pela PF. A Reag também é citada na operação Carbono Oculto por suspeita de lavagem de dinheiro com o crime organizado .

    Em diversas ocasiões anteriores, Mansur negou que houvesse irregularidades no funcionamento da Reag e, em depoimento para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado, ele disse que a empresa tinha um compliance forte e foi penalizada por ser "grande e independente".

    O patrimônio declarado do empresário duplicou em um ano e chegou a R$ 1,49 bilhão em 2024, como mostram as declarações de Imposto de Renda do empresário, que teve o sigilo fiscal quebrado pela comissão.

    Em 2023, os bens declarados à Receita Federal somavam R$ 748,7 milhões. Um ano depois, esse valor dobrou, principalmente em razão da evolução de ações em uma empresa chamada Lurix Participações.

    Mansur declarou ao Fisco que, em 2023, tinha R$ 696,8 milhões em ações na Lurix, cuja principal atividade econômica é atuar como holding de instituições financeiras. Em 2024, essas ações declaradas somavam R$ 1,46 bilhão.

    A Reag também foi alvo da operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado, que investiga a ação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal. Na época, a gestora disse que diversos fundos de investimentos mencionados na operação nunca estiveram sob sua administração ou gestão.

    "Quanto aos fundos de investimento apurados em que a empresa atuou como prestadora de serviço, informa que agiu de forma regular e diligente. Cumpre registrar que tais fundos foram, há meses, objeto de renúncia ou liquidação. Reforça, ainda, que não possui nem nunca possuiu qualquer envolvimento com as atividades econômicas ou empresariais conduzidas por esses clientes", disse.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/ex-dono-da-reag-fecha-acordo-de-delacao-premiada-com-a-pgr-com-foco-em-vorcaro.shtml.

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    O fundador da Reag, Carlos Mansur, na CPI do Crime Organizado no Senado Federal - Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress · Gabriela Biló - 11.mar.26/Folhapress — Foto: UOL

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