Ex-coordenador do PL jovem de SP declara voto em Lula nesta eleição
“Eu estudei” diz Bruno Fonseca, que viralizou nas redes após relatar como foi de militante bolsonarista a eleitor de Lula

“Eu votei no Bolsonaro em 2022 e esse ano vou votar no Lula” conta Bruno Fonseca, estudante de Direito pela PUC-PR e ex-coordenador do coletivo jovem do Partido Liberal de São Paulo (PL Jovem), em um vídeo em suas redes sociais. Atualmente, Bruno reside em Curitiba e produz conteúdos voltados à esquerda, com foco nos direitos dos trabalhadores.
Uma publicação partilhada por Bruno Fonseca (@brunofonseca.br)
Bruno começou a se interessar por política aos 12 anos, por meio de vídeos no YouTube do canal do Movimento Brasil Livre que, posteriormente, criou o partido Missão .

Em 2016, o maior nome do MBL era Artur do Val — também conhecido como “Mamãe Falei” — que, à época, viralizava nas redes com conteúdos em oposição às mobilizações dos estudantes contra a reforma do ensino médio e a PEC do teto de gastos.
“Arthur ia nessas ocupações estudantis, nas manifestações pró presidenta Dil Rousseff e gravava os vídeos. Um dia eu estava no YouTube e vi um vídeo dele indo em uma ocupação […] Achei muito legal que ele ia pra cima, saía briga… eu achava muito legal isso”, relata Bruno ao Metrópoles .
Cooptado pela extrema-direita, Bruno chegou a se filiar ao Partido Liberal e militar a favor da eleição de Jair Messias Bolsonaro (PL) à presidência em 2018 e 2022 , chegando a ser coordenador do PL Jovem de SP e região metropolitana. Além disso, participava de debates em canais do YouTube, como o Spectrum.

Em entrevista, o ex-bolsonarista revela que o Partido Liberal investe muito nas redes sociais para atrair a camada mais jovem, incentivando os participantes do coletivo da juventude a gravarem conteúdos, utilizarem técnicas de marketing e impulsionamento para espalharem os ideais do partido. Em algumas ocasiões, chegavam a realizar vaquinhas digitais para ajudar financeiramente os novos produtores de conteúdo.
No entanto, sua trajetória política não foi linear. Em 2023, Bruno começou a se incomodar com certos posicionamentos do partido relacionados a direito dos trabalhadores, violência contra a mulher e LGBTfobia. Ao tentar contrapor seus aliados, recebeu xingamentos e foi chamado de esquerdista. Neste momento, percebeu que não se encaixava mais nos ideias da extrema-direita.
”Quando eu defendi coisas básicas, como, por exemplo, dizer que mulher não pode apanhar, que o feminicídio precisa ser combatido, que o trabalhador precisa descansar, eu comecei a ser chamado de esquerdista. Isso me fez pensar que se defender o mínimo de dignidade é ser de esquerda, então eu sou de esquerda” , revela Bruno em suas redes sociais.

Para o jovem, o estopim foi um debate contra Tiago Santinelli, ex-comediante, intitulado como “1 ex-cristão contra 20 cristãos”. Bruno estava entre os praticantes do cristianismo, porém, discordou quase completamente com o posicionamento destes, principalmente sobre pessoas LGBTQIA+ .

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/ex-coordenador-do-pl-jovem-de-sp-declara-voto-em-lula-nesta-eleicao.

Reprodução/Redes Sociais — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

