Ex-banqueiro suíço é condenado a dois anos de prisão por pagar US$ 101 mi em propinas
A Justiça da Suíça condenou um ex-sócio de um banco suíço e que também presidiu a associação do setor bancário no país por corrupção e pagamentos que totalizaram 82,3 milhões de francos suíços (US$ 101,07 milhões ou R$ 518,61 milhões). Leia mais (09/08/2026 - 10h58)

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A Justiça da Suíça condenou um ex-sócio de um banco suíço e que também presidiu a associação do setor bancário no país por corrupção e pagamentos que totalizaram 82,3 milhões de francos suíços (US$ 101,07 milhões ou R$ 518,61 milhões).

Pierre Mirabaud foi condenado a dois anos de prisão, mas com a execução da pena sendo suspensa, de acordo a emissora pública SRF, por ter subornado um funcionário do governo do Kuwait entre 2000 e 2012. O objetivo era atrair US$ 595,2 milhões em negócios ao banco Mirabaud & Cie, do qual era sócio, segundo os procuradores suíços.
"Ele estava ciente do risco associado a esses pagamentos e aceitou as possíveis consequências caso esse risco se concretizasse", informou a sentença sobre Mirabaud, de 77 anos, que ainda presidiu a Associação Suíça de Banqueiros de 2003 a 2009.
Mirabaud se aposentou do banco em 2009 e continuou como consultor até 2012. Ele aceitou os principais fatos do caso de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a denúncia. A sua defesa não quis comentar de imediato. O banco, que não é parte no processo, também não quis se manifestar.

O funcionário kuaitiano, já falecido, foi condenado à revelia por corrupção e desvio de dinheiro público no Kuwait.
Na Suíça, corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de até cinco anos de prisão. Mas os procuradores pediram apenas 24 meses, citando a idade de Mirabaud, a ausência de condenações anteriores e sua cooperação com os investigadores.
Em geral, as penas têm execução suspensa na Suíça quando não há risco aparente de reincidência.

O banco Mirabaud, fundado em 1819 em Genebra , é um dos bancos privados mais antigos da Suíça e hoje é administrado pela sétima geração da família fundadora.
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A autoridade reguladora do mercado financeiro suíço, FINMA, informou em 2024 ter confiscado do banco 12,7 milhões de francos suíços (R$ 80,03 milhões na cotação atual) em lucros obtidos ilegalmente, devido a violações da legislação do mercado financeiro e ao descumprimento de obrigações de combate à lavagem de dinheiro.
A autoridade afirmou que sua investigação envolveu relações comerciais que, em determinados momentos, representaram quase 10% do total de ativos sob gestão do banco e estavam ligadas a um empresário acusado de sonegação fiscal, já falecido. A FINMA não revelou a identidade de nenhuma das pessoas envolvidas.
Na ocasião, o Mirabaud afirmou ter cooperado plenamente para ajudar a FINMA a solucionar o caso, que, segundo o banco, "encerra as pendências do passado".
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/ex-banqueiro-suico-e-condenado-a-dois-anos-de-prisao-por-pagar-us-101-mi-em-propinas.shtml.

Pierre Mirabaud, ex-banqueiro suiço condenado por suborno, durante entrevista em 2009 - Reprodução/TV RTS · Reprodução/TV RTS — Foto: Folha de S.Paulo
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