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    Eventos climáticos desde julho deixam 25 mortos e R$ 12,6 bi em perdas no país, diz confederação

    Desastres provocados por mudanças climáticas afetaram 6,9 milhões de pessoas em 1.035 municípios brasileiros de julho a setembro, em um trimestre marcado por chuvas intensas e outros eventos extremos , segundo relatório da CNM (Confederação Nacional de Municípios). A entidade alerta que o El Niño deve favorecer a ocorrência de novos desastres nos próximos meses. Leia mais (10/07/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 11:00
    Eventos climáticos desde julho deixam 25 mortos e R$ 12,6 bi em perdas no país, diz confederação
    Pessoa olha pela janela de uma casa com parede de concreto parcialmente submersa pela água de enchente. A água cobre quase toda a parte inferior da parede, indicando nível elevado do alagamento. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Desastres provocados por mudanças climáticas afetaram 6,9 milhões de pessoas em 1.035 municípios brasileiros de julho a setembro, em um trimestre marcado por chuvas intensas e outros eventos extremos , segundo relatório da CNM (Confederação Nacional de Municípios). A entidade alerta que o El Niño deve favorecer a ocorrência de novos desastres nos próximos meses.

    Alagamento na Vila Seabra, na zona leste de São Paulo, após as fortes chuvas que atingiram a capital paulista; região, localizada na várzea do rio Tietê, é historicamente sujeita a inundações - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress · Allison
    Alagamento na Vila Seabra, na zona leste de São Paulo, após as fortes chuvas que atingiram a capital paulista; região, localizada na várzea do rio Tietê, é historicamente sujeita a inundações - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress · Allison — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Foram 25 mortes e 87,7 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas no período. Os prejuízos econômicos chegaram a R$ 12,6 bilhões, principalmente na agricultura e na pecuária, de acordo com o levantamento.

    No Sudeste, a entidade registrou ocorrências de vendavais, deslizamentos, granizo e inundações. Em São Paulo , por exemplo, o inverno de 2026 foi o mais chuvoso desde o início da série do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da prefeitura, em 1995. No Vale do Ribeira, no sul paulista, o rio Ribeira de Iguape subiu cerca de nove metros e 152 famílias precisaram deixar suas casas .

    Minas Gerais também aparece entre as áreas do Sudeste sob influência de um período de maior instabilidade. A previsão para a primavera indica chuva acima da média no sul e no Triângulo Mineiro, enquanto São Paulo deve ter temporais mais frequentes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No Rio Grande do Sul, os temporais de setembro atingiram 146 municípios e afetaram mais de 527 mil pessoas . Quatro pessoas morreram e mais de 3.000 precisaram deixar suas casas. Houve ainda danos em quase 2.400 residências, 38 escolas e 17 unidades de saúde .

    O Nordeste concentrou a maior parte das perdas econômicas, com ocorrências de seca e estiagem.

    Na região Norte, a redução das chuvas também provocou impactos. De julho a setembro, Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia registraram decretos de emergência relacionados à seca e à estiagem , com prejuízos para a agricultura, a pecuária, a pesca e o transporte.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O levantamento estima que 8,9 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no país . A CNM afirma que a dificuldade na liberação de recursos federais prejudica ações de prevenção e resposta a desastres. De acordo com a entidade, desde 2010, R$ 12 bilhões destinados aos municípios ainda não foram pagos.

    Para a CNM, a baixa execução dos recursos prejudica a capacidade das cidades de se preparar para eventos extremos.

    Entre as medidas recomendadas aos municípios estão a atualização de planos de contingência, o mapeamento de áreas de risco, a organização de abrigos e rotas de evacuação e o reforço da comunicação com a população.

    A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada pelo Executivo ao Congresso em 31 de agosto, prevê R$ 2,9 bilhões para o programa Gestão de Riscos e de Desastres. Desse total, R$ 1,8 bilhão deverão ser destinados aos municípios.

    Procurado, o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) afirma que a execução dos recursos depende da apresentação correta da documentação pelos municípios. Segundo a pasta, o repasse não significa o início imediato de obras, serviços ou aquisições, que também dependem de providências administrativas das prefeituras. A Sedec (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil) diz buscar agilizar a liberação dos recursos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/eventos-climaticos-desde-julho-deixam-25-mortos-e-r-126-bi-em-perdas-no-pais-diz-confederacao.shtml.

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    Alagamento na Vila Seabra, na zona leste de São Paulo, após as fortes chuvas que atingiram a capital paulista; região, localizada na várzea do rio Tietê, é historicamente sujeita a inundações - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress · Allison — Foto: Folha de S.Paulo

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