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    Europa bate recorde de temperatura em verão de ondas de calor e incêndios

    Junho e julho tiveram média 2,79°C acima do padrão, enquanto estiagem severa reduz níveis dos rios e amplia riscos à população e ao abastecimento de energia

    CNN Brasil
    10 de agosto de 2026 às 06:48
    Europa bate recorde de temperatura em verão de ondas de calor e incêndios
    Foto: CNN Brasil

    Os dois primeiros meses do verão no oeste da Europa foram os mais quentes já registrados, informou nesta segunda-feira (10) o monitor climático da União Europeia, enquanto o continente enfrenta incêndios florestais devastadores e se prepara para mais uma onda de calor.

    A temperatura média em junho e julho foi de 21,62 graus Celsius, cerca de 2,79 graus acima da média, superando o recorde anterior de calor, registrado em 2022, informou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.

    Julho também foi o mês mais quente já registrado nos oceanos não polares do mundo, segundo o Copernicus. Temperaturas recordes foram registradas no Atlântico e no Mediterrâneo Ocidental, colocando em risco a vida marinha e as comunidades costeiras. As condições foram parcialmente alimentadas pelo chamado padrão climático “Super El Niño”, que está se desenvolvendo no Pacífico.

    Painel em Berlim indica uma temperatura de 41 graus Celsius durante a onda de calor que atinge a Europa em junho de 2026 • Axel Schmidt / Reuters · • Axel Schmidt / Reuters
    Painel em Berlim indica uma temperatura de 41 graus Celsius durante a onda de calor que atinge a Europa em junho de 2026 • Axel Schmidt / Reuters · • Axel Schmidt / Reuters — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O continente foi atingido por uma sequência de ondas de calor mortais, e a previsão indica temperaturas ainda mais elevadas nesta semana. Mais de 25 mil pessoas morreram em decorrência do calor em toda a Europa neste ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

    A Europa é o continente que aquece mais rapidamente no mundo, mas está particularmente mal preparada para enfrentar o calor devido à infraestrutura antiga e à falta de sistemas de ar-condicionado.

    As temperaturas escaldantes e as secas persistentes em junho e julho se reforçaram mutuamente, criando um ciclo de calor extremo, segundo Samantha Burgess, responsável estratégica pela área de clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

    Europa Ocidental tem junho mais quente já registrado, dizem cientistas
    Europa Ocidental tem junho mais quente já registrado, dizem cientistas — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “À medida que os solos secam, eles perdem a capacidade de proporcionar resfriamento natural, permitindo que o calor se acumule mais facilmente”, disse Burgess, acrescentando que esse é “um exemplo claro de como as mudanças climáticas estão intensificando os extremos de calor”.

    Os níveis de umidade superficial do solo no oeste da Europa em julho de 2026 também foram “significativamente menores” do que em julho de 2022, o último verão em que a região enfrentou uma seca extrema. Os cientistas identificaram “déficits excepcionais a recordes” de chuva e umidade do solo na França, na Espanha e em partes da Alemanha e do Reino Unido.

    O calor recorde do verão criou condições para os incêndios florestais também recordes na Europa, que obrigaram centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas e queimaram mais de 1,23 milhão de acres (cerca de 498 mil hectares) de terras, principalmente na Espanha, França e Itália, segundo um relatório da União Europeia divulgado em 6 de agosto.

    Espanha registra mais de mil mortes relacionadas ao calor extremo em junho
    Espanha registra mais de mil mortes relacionadas ao calor extremo em junho — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além das áreas devastadas pelas chamas, os incêndios também tiveram efeitos mais amplos em todo o continente, aumentando as emissões e prejudicando a qualidade do ar, afirmou Laurence Rouil, diretor do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus.

    “Incêndios maiores produzem mais fumaça e a lançam em altitudes maiores na atmosfera, o que significa que ela pode viajar mais longe e afetar a qualidade do ar não apenas localmente, mas em uma região mais ampla”, disse Rouil.

    As secas severas também reduziram o nível de água dos principais rios europeus, especialmente o Sena, o Reno e o Danúbio, ameaçando o fornecimento de energia do continente.

    Europa registra recordes de temperatura em meio ao avanço da onda de calor
    Europa registra recordes de temperatura em meio ao avanço da onda de calor — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Hungria e a Romênia foram obrigadas a desligar temporariamente reatores nucleares refrigerados pelo Danúbio, o segundo maior rio da Europa, que atingiu níveis tão baixos que a crise pode ser observada do espaço.

    Richard Allan, professor de ciência climática da Universidade de Reading, na Inglaterra, disse anteriormente à CNN que é provável que esses níveis recordes de baixa dos rios sejam novamente superados no futuro e que isso “será apenas a ponta do iceberg”.

    Entenda por que a Europa é o continente que mais esquenta no mundo

    Europa Ocidental tem junho mais quente já registrado, dizem cientistas
    Europa Ocidental tem junho mais quente já registrado, dizem cientistas — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Espanha registra mais de mil mortes relacionadas ao calor extremo em junho
    Espanha registra mais de mil mortes relacionadas ao calor extremo em junho — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Europa registra recordes de temperatura em meio ao avanço da onda de calor
    Europa registra recordes de temperatura em meio ao avanço da onda de calor — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/europa-bate-recorde-de-temperatura-em-verao-de-ondas-de-calor-e-incendios/.

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    Painel em Berlim indica uma temperatura de 41 graus Celsius durante a onda de calor que atinge a Europa em junho de 2026 • Axel Schmidt / Reuters · • Axel Schmidt / Reuters — Foto: CNN Brasil

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