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    EUA rejeitam pedido da China para participar com Brasil de consultas na OMC sobre tarifas

    Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar em conjunto com o Brasil das consultas na OMC (Organização Mundial do Comércio). Na próxima sexta-feira (25), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionará a gestão de Donald Trump sobre as tarifas impostas ao Brasil, que chegam a 37,5% para alguns setores. Leia mais (09/22/2026 - 16h06)

    Folha de S.Paulo
    22 de setembro de 2026 às 19:06
    EUA rejeitam pedido da China para participar com Brasil de consultas na OMC sobre tarifas
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar em conjunto com o Brasil das consultas na OMC (Organização Mundial do Comércio). Na próxima sexta-feira (25), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionará a gestão de Donald Trump sobre as tarifas impostas ao Brasil, que chegam a 37,5% para alguns setores.

    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião bilateral às margens de evento da ONU (Organização das Nações Unidas) - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters
    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião bilateral às margens de evento da ONU (Organização das Nações Unidas) - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A posição dos EUA já era esperada por autoridades brasileiras , que veem a reunião em Genebra, na Suíça, como protocolar e não têm expectativa de que seja encontrada uma solução para o conflito comercial. As consultas representam a primeira etapa do processo de solução de controvérsias da OMC.

    Em documento enviado à OMC, os americanos disseram que a solicitação de consultas apresentada pelo Brasil "não diz respeito a quaisquer atos, políticas ou práticas da China, tampouco a quaisquer tarifas impostas a produtos originários da China."

    Os Estados Unidos disseram não considerar procedente a alegação da China sobre ter interesse comercial substancial nessas consultas. Portanto, recusaram o pedido de Pequim feito no dia 6 de agosto.

    Lula e Trump na Casa Branca
    Lula e Trump na Casa Branca — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pelas regras da OMC, os países envolvidos nas consultas —no caso, Brasil e EUA— precisariam autorizar a participação de um terceiro membro.

    A gestão Lula protocolou a ação na organização internacional no dia 27 de julho . O principal argumento do governo brasileiro é que o tarifaço desrespeita normas da entidade e anula princípios que devem ser aplicados a todos os países, segundo as regras internacionais do comércio.

    O Brasil contesta tanto uma sobretaxa de 25% , por supostas práticas comerciais injustas, como uma tarifa de 12,5% , aplicada com base em apuração sobre supostas falhas no combate à importação de produtos feitos com uso de trabalho forçado.

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    O pedido de consultas é a primeira etapa do processo na OMC. No Palácio do Planalto, recorrer à organização é visto como um gesto simbólico importante para marcar posição do Brasil em defesa do sistema multilateral de solução de disputas comerciais.

    Se as consultas não resolverem a disputa, o demandante –no caso o Brasil– pode pedir a instauração de uma segunda etapa: um painel.

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    As partes formam os painéis com três membros, escolhidos em comum acordo. Os dois países apresentam petições escritas e participam de audiências. O painel emite um relatório sobre as medidas em contestação e sua compatibilidade com acordos da organização.

    O prazo teórico para a apresentação desse relatório é de até seis meses, prorrogáveis por mais três. Na prática, a fase de painel tem durado cerca de 12 meses —a não ser em casos de maior complexidade, que podem se arrastar por até cinco anos.

    Há possibilidade de recurso para o país derrotado, dando início a uma terceira e última etapa: uma contestação no Órgão de Apelação. O colegiado pode manter, modificar ou reverter as conclusões de um painel, e a decisão é de implementação obrigatória pelos países-membros. O problema é que essa última instância está paralisada desde 2019.

    No ano passado, o Brasil protocolou na OMC uma primeira ação contra os EUA por causa do tarifaço de 40% aplicado sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava submetido a uma "caça às bruxas".

    Cerca de duas semanas depois, o governo de Donald Trump aceitou o pedido de consultas feito pelo Brasil, mas afirmou que as queixas apresentadas pelo Itamaraty eram temas de segurança nacional e, portanto, não estavam sujeitas à revisão da entidade.

    Essas tarifas foram declaradas ilegais pela Suprema Corte americana . Na ocasião, as delegações brasileira e americana na OMC chegaram a realizar reuniões sobre o tema.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/eua-rejeitam-pedido-da-china-para-participar-com-brasil-de-consultas-na-omc-sobre-tarifas.shtml.

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    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião bilateral às margens de evento da ONU (Organização das Nações Unidas) - Toby Melville/Reuters · Toby Melville/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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