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    EUA passam a exigir redes sociais abertas de jornalistas que solicitarem visto

    Regra entra em vigor na quinta (1) e amplia política de análise da presença online de estrangeiros

    UOL
    30 de setembro de 2026 às 03:00
    EUA passam a exigir redes sociais abertas de jornalistas que solicitarem visto
    Close-up do selo de visto dos Estados Unidos com a palavra 'VISA' em letras grandes e brancas sobre fundo azul. O fundo apresenta padrões gráficos complexos e repetição do texto 'THE UNITED STATES OF AMERICA'. — Foto: UOL

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    A partir de quinta-feira (1), os Estados Unidos vão ampliar a análise de redes sociais de solicitantes de vistos e passarão a exigir que candidatos de três novas categorias mantenham seus perfis públicos ou abertos. A medida alcança, entre outros grupos, jornalistas estrangeiros que pedem autorização para trabalhar no país.

    Marca do visto americano na página de um passaporte - Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP · Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP
    Marca do visto americano na página de um passaporte - Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP · Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A nova regra se aplica aos vistos I, destinado a representantes de veículos de comunicação estrangeiros, e TN e TD, concedidos a determinados profissionais do Canadá e do México abrangidos pelo USMCA, acordo comercial entre os três países, e seus dependentes. A orientação foi divulgada pelo Departamento de Estado em 18 de setembro e passa a valer em 1º de outubro.

    Segundo o governo americano, os candidatos deverão configurar todos os seus perfis em redes sociais como "públicos" ou "abertos" para facilitar a verificação necessária para confirmar sua identidade e determinar se podem ser admitidos nos EUA. Em publicação nesta terça-feira (29), o consulado americano em São Paulo reproduziu a orientação e afirmou que "cada decisão sobre um visto é uma decisão de segurança nacional".

    O Departamento de Estado afirma que utiliza "todas as fontes de informação disponíveis" na análise dos pedidos para identificar pessoas que possam ser consideradas inadmissíveis, inclusive aquelas que, segundo o governo, representem ameaça à segurança nacional ou à segurança pública. A pasta diz ainda que a avaliação busca determinar se o candidato cumpre os requisitos do visto solicitado e pretende respeitar as condições de entrada no país.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A mudança amplia uma política de escrutínio da presença online que já abrange outras categorias de visto. A lista inclui estudantes, participantes de programas de intercâmbio, trabalhadores temporários e religiosos, entre outros. Solicitantes de vistos de imigrante e não imigrante já eram obrigados a informar os nomes de usuário utilizados em redes sociais nos cinco anos anteriores.

    Em junho de 2025, o governo Trump anunciou a retomada dos agendamentos para vistos de estudantes e de intercâmbio acompanhada de uma ampliação da análise das redes sociais desses candidatos . Funcionários consulares passaram a exigir que perfis fossem tornados públicos, e uma orientação interna dizia que restringir a visualização da presença online poderia ser interpretado como tentativa de esconder determinadas atividades.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na ocasião, o Departamento de Estado orientou funcionários a fazer uma análise "abrangente e minuciosa" da presença online dos candidatos e a procurar, entre outros elementos, manifestações que demonstrassem hostilidade aos cidadãos, à cultura, ao governo, às instituições ou aos princípios fundamentais dos EUA. A busca não deveria se restringir às redes sociais, mas incluir mecanismos de pesquisa e outros recursos disponíveis na internet.

    Em dezembro, o governo Trump também tornou obrigatório o fornecimento de cinco anos de histórico de redes sociais por cidadãos dos países participantes do programa de isenção de vistos dos EUA . A proposta, anunciada pelo Departamento de Segurança Interna, atingiu viajantes de 42 países que podem permanecer nos Estados Unidos por até 90 dias sem visto, entre eles Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/eua-passam-a-exigir-redes-sociais-abertas-de-jornalistas-que-solicitarem-visto.shtml.

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    Marca do visto americano na página de um passaporte - Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP · Yuri Cortez - 25.ago.26/AFP — Foto: UOL

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