Política

    EUA impõe sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional

    Além de Tomoko Akane, advogado sênior da Corte também foi alvo; Rubio diz que medidas protegem americanos de “farsa de tribunal” e Japão critica decisão

    Poder360
    19 de agosto de 2026 às 12:35
    EUA impõe sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional
    Foto: Poder360

    Além de Tomoko Akane, advogado sênior da Corte também foi alvo; Rubio diz que medidas protegem americanos de “farsa de tribunal” e Japão critica decisão

    Os Estados Unidos impuseram sanções à presidente do TPI (Tribunal Penal Internacional), Tomoko Akane, e ao advogado sênior da Corte Abdoulaye Seye. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que as medidas fazem parte da campanha do governo Donald Trump (Partido Republicano) contra a atuação do tribunal.

    Em publicação , Rubio disse que a administração norte-americana mantém uma missão para impedir que cidadãos dos EUA sejam submetidos à jurisdição do TPI, corte sediada em Haia, na Holanda.

    Rubio (na imagem) diz que sanções fazem parte de campanha para impedir que o TPI atue contra cidadãos dos EUA
    Rubio (na imagem) diz que sanções fazem parte de campanha para impedir que o TPI atue contra cidadãos dos EUA — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “No mês passado, lancei uma campanha diplomática para desmantelar a ameaça do TPI à nossa soberania nacional. O governo Trump está sancionando a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o advogado sênior Abdoulaye Seye em nossa missão inabalável de proteger os americanos dessa farsa de tribunal” , declarou.

    Rubio também fez referência à Declaração de Independência dos Estados Unidos para defender a medida.

    “Em respeito à nossa Declaração de Independência, os americanos nunca serão transportados para além-mar para serem julgados por crimes de faz de conta” , afirmou.

    Publicação do secretário dos Estados Unidos
    Publicação do secretário dos Estados Unidos — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo a Reuters , as sanções congelam eventuais ativos de Akane e Seye nos Estados Unidos e, na prática, restringem o acesso dos 2 ao sistema financeiro norte-americano. O Departamento do Tesouro autorizou até 17 de setembro, a conclusão de determinadas transações envolvendo os sancionados.

    Akane é japonesa e preside o TPI. Seye, senegalês, integra a equipe da Promotoria que pediu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele também foi indicado para concorrer a uma vaga de juiz do tribunal.

    As medidas fazem parte da ofensiva anunciada por Rubio em julho para enfraquecer o TPI. Na ocasião, o secretário de Estado disse que a Corte representava uma ameaça à soberania norte-americana e afirmou que o governo pressionaria outros países a reduzir o apoio ao tribunal. Os Estados Unidos não fazem parte do TPI.

    O tribunal foi criado pelo Estatuto de Roma e julga crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. O governo Trump já havia sancionado outros integrantes da Corte, entre eles, procuradores e juízes.

    Nesta 4ª feira (19.ago.2026), o governo do Japão classificou como “muito lamentável” a decisão dos Estados Unidos de sancionar Akane. O Ministério das Relações Exteriores japonês afirmou que o país mantém seu apoio ao TPI e ao trabalho da Corte para processar os crimes internacionais mais graves.

    O TPI também condenou as sanções e afirmou que as medidas representam um ataque à independência da instituição. Segundo a corte, 13 de seus funcionários estão atualmente sob sanções norte-americanas, incluindo 9 dos 18 juízes.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-internacional/eua-impoe-sancoes-a-presidente-do-tribunal-penal-internacional/.

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    Rubio (na imagem) diz que sanções fazem parte de campanha para impedir que o TPI atue contra cidadãos dos EUA — Foto: Poder360

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