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    EUA implantaram armas no espaço: quais os riscos de um ataque e porque o tipo de armamento não é revelado

    A declaração do secretário da força aérea, troy meink, marca um sinal deliberado a potenciais ameaças no domínio espacial

    CNN Brasil
    15 de setembro de 2026 às 21:04
    EUA implantaram armas no espaço: quais os riscos de um ataque e porque o tipo de armamento não é revelado
    Foto: CNN Brasil

    Os Estados Unidos implantaram armas no espaço e as usarão para defender as forças americanas , afirmou o secretário da Força Aérea, Troy Meink – o primeiro reconhecimento público de tais capacidades em órbita e um sinal deliberado para aqueles que representam ameaças potenciais nesse domínio.

    “Hoje, continuamos a garantir que permanecemos prontos para enfrentar os desafios das ameaças em constante evolução, onde quer que elas existam”, disse Meink na Conferência Aérea, Espacial e Cibernética, um encontro anual organizado pela Associação das Forças Aéreas e Espaciais em National Harbor, Maryland. “ É por isso que os Estados Unidos agora possuem armas de controle espacial em órbita capazes de defender as forças conjuntas contra ações hostis de adversários .”

    Meink não forneceu detalhes específicos sobre as armas e, quando solicitado a dar mais informações, recusou-se a fornecer informações adicionais. Não se sabe quando as armas foram colocadas em órbita.

    Satélite da Nasa no espaço • Nasa · • Nasa
    Satélite da Nasa no espaço • Nasa · • Nasa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O presidente Donald Trump elogiou a Força Espacial dos EUA, que ele criou em 2019 como parte da Força Aérea, como um passo histórico para reforçar as capacidades de defesa dos EUA em meio a uma corrida armamentista crescente na qual a China e a Rússia desafiam o domínio espacial americano.

    “A China desenvolve e opera capacidades espaciais e contraespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar”, afirma a Força Espacial dos EUA em seu site, enquanto “a Rússia vê o espaço como um domínio de guerra e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros”.

    Autoridades militares dos EUA têm alertado repetidamente que os dois países estão testando novas capacidades ofensivas no espaço, citando exemplos como as missões de treinamento de constelações de satélites russos que, segundo Washington, poderiam demonstrar "táticas de ataque e defesa" para futuros combates, e o desenvolvimento, pela China, de um míssil hipersônico de órbita parcial com capacidade nuclear.

    Rússia critica envio de mísseis dos EUA à Noruega
    Rússia critica envio de mísseis dos EUA à Noruega — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Conforme relatado pela CNN em 2024, a inteligência dos EUA sugere que a Rússia também fez esforços para desenvolver uma arma nuclear espacial que usaria uma onda de energia massiva, conhecida como pulso eletromagnético, para potencialmente destruir uma grande quantidade de satélites comerciais e governamentais – uma alegação que Moscou negou.

    Uma arma desse tipo poderia ter impactos amplos e devastadores – por exemplo, desestabilizando satélites dos quais o mundo depende para prever o tempo e responder a desastres, ou até mesmo afetando potencialmente os sistemas globais de navegação usados ​​para tudo , desde serviços bancários e transporte de cargas até o envio de carros por aplicativo e o despacho de ambulâncias.

    Autoridades militares dos EUA têm alertado repetidamente que os dois países estão testando novas capacidades ofensivas no espaço, citando exemplos como as missões de treinamento de constelações de satélites russos que, segundo Washington, poderiam demonstrar "táticas de ataque e defesa" para futuros combates, e o desenvolvimento, pela China, de um míssil hipersônico de órbita parcial com capacidade nuclear .

    EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares
    EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A CNN entrou em contato com a Força Espacial para obter um comentário.

    Embora o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíba armas nucleares ou armas de destruição em massa em órbita, ele não proíbe o uso de armas convencionais no espaço ou o uso de armas terrestres contra alvos no espaço – deixando margem para interpretação.

    Em dezembro passado, Trump assinou uma ordem executiva que considerava a superioridade dos EUA no espaço "uma medida de visão e força de vontade nacional", com ênfase no desenvolvimento de tecnologias de defesa antimíssil de última geração e na garantia de sua capacidade de neutralizar ameaças, incluindo "qualquer colocação de armas nucleares no espaço".

    Planeta Terra • Nasa
    Planeta Terra • Nasa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A ordem executiva foi um passo em direção ao sistema de defesa antimíssil "Cúpula Dourada" proposto por Trump , um ambicioso plano multibilionário inspirado no Domo de Ferro de Israel, que, segundo autoridades, permitiria aos EUA interceptar mísseis de qualquer lugar do mundo.

    Os Estados Unidos têm se mantido vagos sobre seus planos para o desenvolvimento do escudo antimíssil, que Trump disse esperar que esteja concluído até 2028. Como a CNN noticiou anteriormente, o Pentágono agendou seu primeiro grande teste para pouco antes da eleição de 2028, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

    Em declaração feita na segunda-feira, Meink também afirmou que um programa americano de interceptores espaciais passou "do contrato inicial ao hardware pronto para voo em menos de um ano", sem revelar mais detalhes.

    Planeta Terra • Nasa
    Planeta Terra • Nasa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Rússia critica envio de mísseis dos EUA à Noruega
    Rússia critica envio de mísseis dos EUA à Noruega — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares
    EUA investigam drones suspeitos de espionagem chinesa em bases militares — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Esta foto noturna da Terra foi tirada em 2 de abril de 2026 por um membro da tripulação da Artemis II, que apontou uma câmera através de uma janela da espaçonave Orion. A imagem foi capturada após a Orion concluir sua queima de injeção tran
    Esta foto noturna da Terra foi tirada em 2 de abril de 2026 por um membro da tripulação da Artemis II, que apontou uma câmera através de uma janela da espaçonave Orion. A imagem foi capturada após a Orion concluir sua queima de injeção tran — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/eua-implantaram-armas-no-espaco-quais-os-riscos-de-um-ataque-e-porque-o-tipo-de-armamento-nao-e-revelado/.

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