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    EUA haviam proposto reduzir taxas sobre produtos do Canadá, diz representante de Trump a jornal

    Os Estados Unidos haviam oferecido reduzir suas tarifas sobre aço, alumínio e automóveis e eliminar uma tarifa recentemente imposta à madeira serrada canadense antes que as negociações entre os dois países desmoronassem repentinamente , afirmou neste sábado (22) Jamieson Greer, representante comercial dos EUA. Leia mais (08/23/2026 - 13h21)

    Folha de S.Paulo
    23 de agosto de 2026 às 16:21
    EUA haviam proposto reduzir taxas sobre produtos do Canadá, diz representante de Trump a jornal
    Homem de terno azul e gravata vermelha gesticula com as mãos enquanto fala com jornalistas que seguram microfones e celulares ao redor. Ambiente interno com parede de mármore e luminária na parede. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os Estados Unidos haviam oferecido reduzir suas tarifas sobre aço, alumínio e automóveis e eliminar uma tarifa recentemente imposta à madeira serrada canadense antes que as negociações entre os dois países desmoronassem repentinamente , afirmou neste sábado (22) Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.

    Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, em entrevista coletiva em Washington - Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times · Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times
    Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, em entrevista coletiva em Washington - Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times · Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em entrevista ao jornal The New York Times, Greer detalhou elementos até então confidenciais e não divulgados da proposta comercial americana ao Canadá , afirmando que essas medidas teriam dado ao país o tratamento mais favorável entre todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.

    As negociações comerciais entre os dois países se deterioraram repentinamente no fim da noite de sexta-feira (21), após uma semana de conversas nas quais os negociadores pareciam confiantes na possibilidade de um acordo.

    O presidente Donald Trump havia ameaçado abruptamente o Canadá, em julho, com uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões) de suas exportações, numa tentativa de pressionar o país a fazer concessões comerciais e eliminar certas práticas consideradas injustas pelos Estados Unidos.

    Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em entrevista coletiva em Ottawa neste sábado (22) - Chris Tanouye/Reuters · Chris Tanouye/Reuters
    Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em entrevista coletiva em Ottawa neste sábado (22) - Chris Tanouye/Reuters · Chris Tanouye/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Essas tarifas entrariam em vigor na manhã da última quarta-feira (19). Mas, na noite anterior, Trump adiou sua aplicação para o sábado, afirmando que os países haviam chegado a um acordo, "sujeito à finalização dos documentos".

    Nos dias seguintes, porém, e sobretudo no fim da noite de sexta-feira, esse consenso se desfez. O acordo naufragou por uma série de questões que, isoladamente, poderiam parecer pequenas, mas que, em conjunto, representavam uma grande divergência em temas importantes para ambos os lados.

    Greer afirmou que o governo Trump havia se comprometido a eliminar a tarifa de 10% sobre madeira de coníferas que Trump impôs no ano passado com base em um dispositivo conhecido como Seção 232.

    Homem de cabelos grisalhos, vestindo terno escuro e gravata azul, fala gesticulando com as mãos em púlpito. Três bandeiras do Canadá estão desfocadas ao fundo.
    Homem de cabelos grisalhos, vestindo terno escuro e gravata azul, fala gesticulando com as mãos em púlpito. Três bandeiras do Canadá estão desfocadas ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os Estados Unidos também haviam oferecido reduzir uma tarifa de 25% sobre automóveis , implementada por Trump no ano passado. Mas, como o Canadá tem direito a uma redução adicional quando os veículos contêm qualquer quantidade de componentes fabricados nos Estados Unidos, as tarifas automotivas poderiam cair para até 7%, segundo ele.

    Os Estados Unidos também ofereceram reduzir as tarifas sobre metais, uma das principais prioridades do Canadá.

    "Os Estados Unidos estavam preparados para reduzir de 50% para 25% a tarifa sobre a maior parte do aço enviado pelo Canadá aos Estados Unidos", disse Greer. O aço ficaria sujeito ao chamado sistema de cota tarifária, no qual apenas um determinado volume de importações receberia a tarifa mais baixa.

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    No caso do alumínio, os Estados Unidos haviam oferecido reduzir suas tarifas de 50% para 25%, sem essa limitação de cota, afirmou Greer.

    Para produtos fabricados com aço e alumínio, como tacos de golfe e latas de cerveja, os Estados Unidos ofereceram reduzir essas tarifas entre 10 e 25 pontos percentuais, com a alíquota mínima fixada em 15%.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Greer disse que os Estados Unidos também haviam oferecido suspender as tarifas de 50% que entraram em vigor na madrugada deste sábado sobre laticínios, vinhos, tacos de hóquei e outros produtos canadenses.

    "Obviamente, suspenderíamos por completo as tarifas de 50% da Seção 338 que aplicaríamos a 5% das exportações canadenses", afirmou, referindo-se às tarifas que entraram em vigor neste sábado.

    O governo canadense não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a descrição de Greer a respeito da proposta que o Canadá deixou sobre a mesa ao suspender as negociações na noite de sexta-feira.

    Em um pronunciamento televisionado no início deste sábado, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, criticou duramente a proposta americana , classificando-a como um "mau acordo". Ele acrescentou: "Não podemos aceitar o que eles ofereceram e não daremos o que eles pediram".

    Carney afirmou que o Canadá abandonou as negociações não apenas por considerar insuficiente o que estava sendo oferecido pela equipe negociadora dos Estados Unidos, mas também porque as autoridades americanas exigiam concessões que o Canadá não estava disposto a fazer.

    Ele disse que o Canadá também havia concordado em atender a muitas exigências dos Estados Unidos, incluindo retirar todas as suas tarifas retaliatórias sobre aço, alumínio e automóveis americanos, além de convencer suas províncias a retomar a venda de bebidas alcoólicas americanas, proibida pela maioria delas.

    Mas, segundo Carney, os Estados Unidos se recusaram a incluir determinadas isenções tarifárias para caminhões pesados. O primeiro-ministro afirmou ainda que os Estados Unidos pediram concessões que afetariam a cultura canadense e a manutenção das proteções à língua francesa, além de exigirem que o Canadá impusesse tarifas contra parceiros comerciais não americanos, sem oferecer benefícios suficientes para que o país o fizesse.

    Nas etapas finais das negociações, o Canadá exigiu um tratamento tarifário mais favorável para picapes e caminhões semirreboque, além de mais exceções tarifárias para automóveis fabricados com componentes americanos e canadenses, segundo três pessoas a par das conversas.

    "Em resumo, eles pediram demais e ofereceram de menos", disse Carney sobre os Estados Unidos em seu pronunciamento deste sábado.

    Na entrevista, Greer contestou essa avaliação. "São mudanças que preservariam o acesso privilegiado de que eles já dispõem e ainda o melhorariam", afirmou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/eua-havia-proposto-reduzir-taxas-sobre-produtos-do-canada-diz-representante-de-trump-a-jornal.shtml.

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    Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, em entrevista coletiva em Washington - Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times · Haiyun Jiang - 22.jul.26/The New York Times — Foto: Folha de S.Paulo

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