EUA fazem novo ataque contra o Irã após ameaças de Trump
Os Estados Unidos anunciaram um novo bombardeio contra o Irã nesta terça-feira (1º). Segundo o Exército americano, a ofensiva é uma resposta a recentes tentativas da Guarda Revolucionária de atacar embarcações comerciais no estreito de Hormuz e militares americanos na região. Leia mais (09/01/2026 - 14h26)

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Os Estados Unidos anunciaram um novo bombardeio contra o Irã nesta terça-feira (1º). Segundo o Exército americano, a ofensiva é uma resposta a recentes tentativas da Guarda Revolucionária de atacar embarcações comerciais no estreito de Hormuz e militares americanos na região.

Os ataques começaram às 13h (horário de Brasília), informou o Comando Central dos EUA em um post no X. A televisão estatal iraniana informou que várias explosões foram ouvidas no sul do país, ao longo do da via marítima.
"Várias explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm", informou a emissora. Ainda de acordo com a mídia local, quatro projéteis atingiram cidades a leste de Hormuz.
O presidente Donald Trump advertiu o Irã para que não retaliasse. Segundo o americano, Teerã enfrentará uma ofensiva "muito mais dura e intensa" se revidar.

"Se a fracassada nação do Irã retaliar este ataque plenamente justificado, será atingida novamente de forma muito mais dura e intensa. Mas esse não será o maior de todos os ataques —esse ainda está por vir. Quando terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irã", afirmou Trump em sua rede social, Truth Social.
No domingo (30), Washington atacou dois lançadores iranianos na ilha de Larak, em Hormuz. A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque matou e feriu vários soldados e civis iranianos, sem informar um número preciso de vítimas.
O Irã respondeu lançando mísseis contra instalações americanas na Jordânia, que foram interceptados, enquanto os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado um drone iraniano sobre suas águas.

Trump havia afirmado na segunda-feira que mais ataques poderiam ser necessários. Do ponto de vista econômico, secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que Washington estava prestes a impor novas sanções.
Embora tenha alertado para uma resposta dos EUA aos ataques iranianos, Trump também disse a jornalistas na segunda-feira que eles não representavam um retorno à guerra em grande escala, enquanto uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que se tratava de um "confronto limitado e contido".
Mas as promessas de ambos os lados de responder a novos ataques destacaram a rapidez com que um conflito que vinha sendo travado cada vez mais por meio de sanções, bloqueios e pressão econômica poderia voltar a se transformar em ação militar.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia declarado no início desta terça-feira que Teerã retribuiria imediatamente caso Washington cumprisse seus compromissos previstos em um Memorando de Entendimento de junho, que tinha como objetivo interromper o conflito.
O documento previa o fim dos combates, mas adiava questões mais complexas e previa um período de 60 dias de negociações, que terminou sem um novo acordo.
"Estou afirmando claramente que, se os EUA voltarem a cumprir seus compromissos previstos no Memorando de Entendimento, a República Islâmica do Irã retribuirá imediatamente", disse Pezeshkian em Bishkek, capital do Quirguistão, durante uma cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai, que reúne Rússia e China.
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Outras autoridades iranianas, porém, não deram sinais de que pretendam ceder à pressão.
"Se o inimigo quiser impedir nossas exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico, ninguém poderá exportar petróleo", afirmou o presidente do Parlamento e principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf. Ele acrescentou que Teerã responderia militarmente caso os EUA intensificassem o "cerco".
Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, acusou Washington de fazer "exigências excessivas".
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/eua-fazem-novo-ataque-contra-o-ira-apos-ameacas-de-trump.shtml.

Mural retratando o ex- líder supremo do Irã Ali Khamenei, em Teerã - Atta Kenare - 31.ago.26/AFP · Atta Kenare - 31.ago.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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